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Trump propôs criar uma base militar multinacional em Gaza

A base teria aproximadamente 142 hectares e servirá como quartel-general da chamada International Stabilization Force (ISF)

Por Isabel Alvarez

Presidente dos EUA, Donald Trump

Segundo documentos divulgados hoje pelo jornal britânico The Guardian, o plano de paz do presidente dos Estados Unidos Donald Trump para a Faixa de Gaza incluirá a construção de uma base militar para a princípio pelo menos cinco mil pessoas no sul do enclave, que visa ser um centro de operações para uma força multinacional de estabilização,

A base teria aproximadamente 142 hectares e servirá como quartel-general da chamada International Stabilization Force (ISF), uma força militar multinacional aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU para garantir as fronteiras, a estabilização do território, proteger civis e apoiar a reconstrução de Gaza.


Esta força fará parte do parte do Conselho da Paz, criado e presidido por Trump em janeiro, e deverá ser construído no sul de Gaza, território atualmente sob controle de Israel. Enquanto a ISF será formada por tropas dos membros do Conselho.

De acordo com a publicação do The Guardian, a base militar está planejada para uma área plana e árida, mas repleta ainda de escombros devido aos ataques israelenses. A mídia também citou que um pequeno grupo de licitantes, composto por empresas de construção, já esteve no local. Entretanto, ainda não se tem conhecimento do proprietário do terreno.

Fontes próximas do processo ainda revelaram ao jornal que o documento de contratação da base foi emitido pelo Conselho da Paz e preparado com a ajuda de funcionários de contratação dos Estados Unidos e inclui a existência de bunkers. O documento inclui um levantamento de túneis, em alusão às instalações subterrâneas do grupo Hamas e prevê cessar as operações de construção se forem descobertos restos humanos ou artefatos culturais.

Até ao momento, cinco países já se comprometeram em enviar tropas ao abrigo desta força multinacional, entre os quais, Indonésia, Albânia, Kosovo, Cazaquistão e Marrocos, com o Egito e a Jordânia tendo se comprometido em treinar as forças policiais que, no longo prazo, deverão chegar a 20 mil tropas e ao treino de 12 mil polícias no enclave.