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Trump promove a primeira reunião do Conselho da paz para Gaza

O presidente norte-americano elogiou os líderes dos países que aceitaram fazer parte do conselho e disse que nove países doaram mais de 7 bilhões de dólares

Por Isabel Alvarez

Trump reuniu aliados para inaugurar o Conselho da Paz

Na primeira reunião do Conselho da Paz, criado e presidido em janeiro por Donald Trump, para reconstruir e promover estabilidade à Faixa de Gaza os Estados Unidos anunciaram que irão fornecer uma contribuição de 10 bilhões de dólares. “O Conselho da Paz está mostrando como um futuro melhor pode ser construído, começando aqui nesta sala”, elogiou Trump.


O evento sediado em Washington contou com delegações de mais de 20 países e muitos dos países presentes no encontro são apenas observadores. No entanto, Trump acredita que poderão aceitar os convites para integrar a organização.

O presidente norte-americano elogiou os líderes dos países que aceitaram fazer parte do conselho e disse que nove países doaram mais de 7 bilhões de dólares, um valor acima dos 5 bilhões pedidos por Trump para os esforços de ajuda em Gaza, mas ainda distante dos 70 bilhões que são estimados, segundo as Nações Unidas, para a reconstrução do enclave.

Os nove países doadores são a Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Marrocos, Azerbaijão, Bahrein, Uzbequistão e Kuwait. “Mas cada dólar gasto é um investimento na estabilidade e na esperança de uma nova e harmoniosa região”, afirmou Trump.

Segundo o presidente dos EUA, a agência de assistência humanitária da Organização das Nações Unidas está arrecadando US$ 2 bilhões e a FIFA também planeja angariar US$ 75 milhões para projetos relacionados ao futebol no território palestino.

Em seu discurso, Trump ainda saudou a paz conquistada no Oriente Médio, além de falar sobre o acordo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas para dar fim à guerra. Além disso, descartou o envio de tropas para o território, considerando dispensável. “Parece que o Hamas vai se desfazer de suas armas. Gaza não é mais um foco de radicalismo e terrorismo”, apontou.

Já o diretor-geral do Conselho, Nickolay Mladenov, diplomata búlgaro e ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, comunicou que dois mil palestinos se inscreveram para integrar a nova força policial que cuidará da segurança em Gaza no governo de transição.