Explosão suicida em mesquita no Paquistão causa 31 mortos
Segundo relatos, dois atacantes se aproximaram da entrada da mesquita e abriram fogo contra o templo
As autoridades do Paquistão reportaram que uma explosão hoje durante as orações na mesquita Khadija Tul Kubra, em Islamabad, provocou 31 mortos e 169 feridos. O número de mortos faz deste o ataque mais mortífero no país desde a explosão da mesquita de Peshawar, em janeiro de 2023.
"A explosão aconteceu num lugar de culto xiitta na zona de Tarlai em Islamabad. Estamos ainda recebendo informações sobre a sua origem e as vítimas. Foram ativados planos de emergência", comunicou Taqi Jawad, porta-voz da polícia da capital paquistanesa.
As autoridades locais também consideram que o atentado se tratou de um ataque suicida, entretanto a ação não foi ainda reivindicada por nenhum grupo terrorista. Fontes policiais indicam que as investigações internas já sugerem que o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), grupo talibã do Paquistão, é o autor do incidente. Mas, até o momento, o governo não divulgou oficialmente a causa da explosão. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que ordenou a realização de um inquérito exaustivo. "Os responsáveis devem ser identificados e punidos", afirmou.
Segundo o relato de uma testemunha ocular, dois atacantes se aproximaram da entrada da mesquita e abriram fogo contra o templo, sendo que dois deles ficaram feridos. Há indícios de que um dos terroristas conseguiu fugir.
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, condenou o ataque e disse que atingir civis inocentes é um crime contra a humanidade. Zardari apelou por solidariedade às vítimas.
O TTP, suspeito do atentado suicida, é um grupo militante islâmico sunita que considera herege a minoria xiita do Paquistão. O país enfrenta uma onda crescente de militância nos últimos anos, no entanto costumam ser menos frequentes na capital. O Paquistão tem um vasto histórico de ataques contra muçulmanos xiitas por parte de grupos extremistas como os talibãs ou o Estado Islâmico.