Rússia e China reforçam aliança estratégica e relações bilaterais
Presidentes dos dois países tiveram uma longa conversa por videoconferência nesta quarta-feira (04)
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tiveram nesta quarta-feira (04) uma longa conversa por videoconferência para reforçar as relações bilaterais e a aproximação estratégica entre os dois países.
"Desde o início do ano, a situação internacional tem se tornado cada vez mais turbulenta. Nestas circunstâncias, Pequim e Moscou devem reforçar a coordenação. Ambas as partes devem garantir que as relações sino-russas continuem a se desenvolver ao longo da trajetória correta, através de uma coordenação estratégica mais profunda e de um papel mais ativo e eficaz dos nossos países enquanto grandes potências”, afirmou o líder chinês.
Jinping apontou que os laços econômicos bilaterais estão se desenvolvendo de forma constante e que os países devem aproveitar a oportunidade histórica para aprofundar a cooperação estratégica.
Já Putin destacou que a colaboração entre as duas nações é exemplar e que apoia cada vez mais a China para compensar os efeitos das sanções ocidentais. "A aliança em matéria de política externa entre Moscou e Pequim continua a ser um importante fator de estabilização", disse o presidente russo.
Putin também sinalizou que a Rússia conseguiu reorientar as exportações para os mercados asiáticos. "Vemos um grande crescimento do comércio e isso é o resultado do nosso trabalho em comum", garantiu.
O Kremlin comunicou que o presidente chinês manifestou ainda apoio às conversações que decorrem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos para se chegar a um acordo do fim da guerra.
Segundo o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, os líderes discutiam várias crises regionais, como à situação no Oriente Médio, assim como as relações com a Venezuela e Cuba. "Foi dada especial atenção à situação tensa em torno do Irã. E os dirigentes defenderam a manutenção do nível de cooperação alcançado pelos seus países com Caracas e Havana", adiantou.
Ushakov acrescentou que Putin aceitou um convite para visitar a China no primeiro semestre de 2026.