Rússia ataca a Ucrânia apesar de concordar com a suspensão pedida por Trump
As delegações da Rússia e da Ucrânia preparam negociações diretas que estão agendadas para serem retomadas domingo
O Kremlin comunicou hoje que o líder russo Vladimir Putin concordou com um pedido pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender temporariamente os ataques a Kiev. “Posso afirmar que o presidente Trump solicitou pessoalmente ao presidente Putin para que se abstivesse de atacar Kiev durante uma semana, de modo a criar condições favoráveis às negociações”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Mas, apesar disso, Moscou lançou um ataque na última noite com um míssil e 111 drones contra 15 locais diferentes no território ucraniano, segundo a Força Aérea da Ucrânia.
Entretanto, o jornal Kyiv Independent noticiou que existem dúvidas referentes à extensão do acordo de suspensão, uma vez que Trump anunciou que a pausa seria de uma semana e Peskov informou que seria somente até o próximo domingo(1).
Trump afirmou na véspera que fez o pedido devido às severas condições climáticas na Ucrânia, que sofre com um rigoroso inverno, com temperaturas que chegam a quase -30° graus, e enfrenta cortes de energia por causa dos bombardeios russos que atingiram as infraestruturas de distribuição de eletricidade e gás.
Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que não irá atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se o país também cumprir o prometido.
Zelensky ainda respondeu ao convite de Putin para viajar a Moscou para um encontro com o objetivo de pôr fim à guerra, propondo igualmente ao presidente russo a oportunidade de se deslocar a Kiev para uma reunião.
As delegações da Rússia e da Ucrânia preparam negociações diretas que estão agendadas para serem retomadas domingo, nos Emirados Árabes Unidos.