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Donald Trump lança Conselho de Paz em Davos

De acordo com veículos de imprensa internacionais, dos mais de 50 convites enviados, 35 países concordaram em participar do Conselho de Paz

Por Diario de Pernambuco e AFP

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou, nesta quinta-feira (22), o Conselho da Paz, em Davos, na Suíça, onde também acontece o Fórum Econômico. A iniciativa busca a resolução de conflitos internacionais.

Participaram da assinatura do Conselho de Paz de Trump representantes dos seguintes países: Argentina; Armênia; Azerbaijão; Bulgária; Hungria; Indonésia; Jordânia; Cazaquistão; Kosovo; Paquistão; Paraguai; Catar; Arábia Saudita; Turquia; Uzbequistão; Emirados Árabes Unidos; e Mongólia.

Estatutos

Os países candidatos a uma vaga permanente no Conselho da Paz de Donald Trump terão que pagar "mais de um bilhão de dólares em dinheiro" (5,37 bilhões de reais), de acordo com os "estatutos" obtidos na última segunda-feira (19) pela AFP.

"O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos", afirma o preâmbulo desses estatutos, que foram enviados a diversos países convidados.

O documento de oito páginas critica, em seu preâmbulo, "as muitas abordagens para a paz" que "institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem", em uma clara alusão às Nações Unidas.

Também enfatiza a necessidade de "uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz".

Donald Trump será "o presidente inaugural do Conselho da Paz", com amplos poderes, já que será o único autorizado a convidar qualquer país a participar, a seu critério, e terá a palavra final nas votações.

Ele também poderá revogar a participação de um determinado país, exceto em caso de veto por dois terços dos Estados-membros.

Além disso, terá "autoridade exclusiva" para "criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias" do Conselho da Paz e será "a autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação" dos estatutos fundadores.

"Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da data de entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Este mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em dinheiro para o Conselho da Paz no primeiro ano após a entrada em vigor desta Carta", acrescenta.

O documento afirma ainda que o Conselho da Paz "poderá autorizar a criação de contas bancárias" para cumprir sua missão, sem especificar sua localização.