Enviado dos EUA se reunirá com Putin em Moscou para tratativas sobre a guerra
Genro do presidente norte-americano, Donald Trump, também participará da reunião
Nesta quarta-feira (21), o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, revelou que irá se encontrar amanhã, em Moscou, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para uma nova rodada de negociações sobre a guerra na Ucrânia.
Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, Donald Trump, também participará da reunião.
"Espero que tenhamos algo de bom para anunciar em breve. Já foram registrados muitos progressos nas últimas seis a oito semanas”, disse Witkoff , acrescentando que o encontro foi pedido pelo lado russo, o que considera ser uma declaração significativa do Kremlin.
Além disso, Witkoff adiantou que hoje ele e Kushner vão se reunir com uma delegação ucraniana, na véspera da viagem a Rússia. “Em relação ao nosso plano de paz de 20 pontos, estamos a melhorá-lo e a harmonizá-lo, e agora estamos nos acordos territoriais, que tem sido o elefante na sala", afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também disse no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que se encontrará ainda nesta quarta-feira com o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. “Estamos razoavelmente perto. Penso que estão num ponto em que podem se juntar e alcançar um acordo. Se não o fizerem, são estúpidos. A Ucrânia é um banho de sangue e eu quero pôr um fim nisso. Estou lidando com a Rússia e com Putin e estou lidando com Zelensky", adiantou.
As garantias de segurança, exigidas pela Ucrânia, e ceder uma parte do seu território, reivindicada por Moscou, têm sido obstáculos para alcançar um acordo de paz entre as partes.
Mas, o enviado dos EUA indicou acreditar que Putin assinará um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia.
Recentemente, o presidente russo manifestou durante uma cerimônia no Kremlin com embaixadores europeus, esperar uma trégua o mais depressa possível.
Enquanto isso, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, instou os líderes europeus no Fórum em Davos, para não perderem o foco na crise da Ucrânia. “Estou muito preocupado com o fato de outras crises, como a da Groenlândia, desviar a atenção da Ucrânia, do processo de paz em curso e do pacote de apoio de 90 bilhões de euros acordado pela Europa. O foco na Ucrânia deve ser a prioridade número um, pois é crucial para a segurança da Europa e dos EUA", declarou.