Trump diz que apenas a 'grande potência' dos EUA pode defender a Groenlândia
O presidente dos EUA também criticou a Dinamarca, uma aliada da Otan, chamando-a de "ingrata"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (21) às elites globais reunidas em Davos que somente seu país poderia "garantir a segurança da Groenlândia", reafirmando sua intenção de assumir o controle do território autônomo dinamarquês.
"O fato é que nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos. Somos uma grande potência, muito maior do que as pessoas imaginam. Acho que elas perceberam isso há duas semanas na Venezuela", disse ele, referindo-se a uma operação militar dos EUA para depor o presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
Ele também criticou a Dinamarca, uma aliada da Otan, chamando-a de "ingrata" pela ajuda americana na segurança da Groenlândia após a Segunda Guerra Mundial.
No discurso, descartou as críticas de que ele próprio é uma ameaça à Otan, a aliança militar ocidental da qual os EUA e países europeus fazem parte. "Isso (a anexação da Groenlândia) não seria uma ameaça à Otan, fortaleceria a segurança da aliança".
Apesar de líderes da União Europeia, da Dinamarca e da própria Groenlândia já terem descartado qualquer possibilidade de venda do território, Donald Trump afirmou que foi ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, com o objetivo de buscar negociações para a aquisição da ilha.
O ex-presidente disse acreditar “profundamente nos laços que compartilhamos como civilização” e argumentou que o interesse dos Estados Unidos estaria alinhado ao fortalecimento da Europa. Ao mencionar a Groenlândia, afirmou que “queremos que a Europa seja forte”.
Trump também declarou que falava em Davos “a amigos e a alguns inimigos”, numa referência direta às tensões diplomáticas que vem mantendo com líderes europeus.