Plano de paz de Trump para Gaza entra na segunda fase
Fase está centrada, principalmente, no desarmamento do Hamas
O enviado especial norte-americano Steve Witkoff anunciou nesta quarta-feira (14) que o plano de paz dos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza entrou na segunda fase.
Esta fase está centrada, principalmente, no desarmamento do Hamas. Witkoff disse que esta nova etapa marca a transição de um cessar-fogo para a desmilitarização, governação tecnocrática e reconstrução do território palestino. O enviado especial norte-americano fez a declaração após ter sido divulgado no Cairo a criação de um comitê tecnocrático palestino encarregado de administrar a Faixa de Gaza.
O Egito, um dos países mediadores do acordo de trégua entre Israel e o Hamas, também comunicou hoje um consenso entre as partes envolvidas nas conversações sobre os nomes dos 15 membros que irão compor o comitê tecnocrático palestino que irá dirigir Gaza, nos termos do plano do presidente dos EUA, Donald Trump.
“Esperamos que, depois deste acordo, o comitê seja anunciado em breve e, posteriormente destacado para a Faixa de Gaza para gerir a vida cotidiana e os serviços essenciais", comunicou o ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty.
Além disso, as conversações sobre o tema no Cairo abordaram ainda a retirada das forças israelenses de Gaza, a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, e a entrada massiva de ajuda humanitária.
A formação do comitê estava prevista no plano de paz de Trump e cuja primeira fase incluiu um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025. Já o comitê de transição governará o território palestino sob a supervisão de um Conselho da Paz, presidido pelo próprio Donald Trump.
As operações do Conselho da Paz na região deverão ser dirigidas pelo diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-enviado da Organização das Nações Unidas para o processo de paz no Oriente Médio. Enquanto isso, as perspectivas são de que Trump revelará nos próximos dias os nomes dos demais membros do Conselho, que poderá ser integrado por aproximadamente 15 líderes internacionais.
Por sua vez, o Hamas também já reiterou que não busca desempenhar um papel na futura governação do enclave, que controla desde 2007. No começo da semana, o porta-voz do grupo afirmou que os órgãos governamentais sob o seu controle em Gaza estavam totalmente preparados para entregar o poder ao comitê palestino independente que administrará o território.