Israel confirma a morte de porta-voz do braço armado do Hamas
Ministro da Defesa israelense diz que o porta-voz das Brigadas Ezedin al Qasam, o braço armado do movimento palestino Hamas, foi "eliminado" em Gaza
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou neste domingo (31) que o porta-voz das Brigadas Ezedin al Qasam, o braço armado do movimento palestino Hamas, foi "eliminado" em Gaza em um ataque do Exército do país.
"O porta-voz terrorista do Hamas, Abu Obeida, foi eliminado em Gaza e se uniu a outros (indivíduos) eliminados do eixo do mal do Irã, do Líbano e do Iêmen nas profundezas do inferno", afirmou Katz em sua conta na rede social X.
Pouco antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu havia confirmado o lançamento de ataque contra Abu Obeida. "Espero que já não esteja entre nós, mas vejo que não há ninguém do lado do Hamas que possa esclarecer este assunto", declarou, em uma reunião governamental.
O Hamas ainda não comentou a informação.
Morte do líder em Gaza
Neste domingo, no entanto, o Hamas confirmou a morte de Mohamed Sinwar, seu suposto líder em Gaza – mais de três meses após Israel anunciar que o matou em um bombardeio.
O dirigente palestino era o irmão mais novo de Yahya Sinwar, considerado o principal estrategista do ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Analistas afirmam que Mohamed Sinwar assumiu o comando do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al Qasam, após a morte de Mohamed Deif.
No início de junho, Israel afirmou ter identificado o cadáver de Mohamed Sinwar com exames de DNA, em um túnel localizado sob o Hospital Europeu de Khan Yunis, no centro do território.
A descoberta ocorreu semanas após o Exército israelense informar que havia "eliminado" Sinwar em um ataque aéreo em 13 de maio sobre a localidade.
Guerra
O ataque do Hamas contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023 matou 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais.
Das 251 pessoas sequestradas naquele dia pelo Hamas, 47 continuam em cativeiro em Gaza, das quais 27 teriam falecido, segundo o Exército israelense.
Em Gaza, as represálias israelenses mataram mais de 63.300 pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino - governado pelo Hamas -, considerados confiáveis pela ONU.