Pernambuco foi o segundo estado que mais matou pessoas trans e travestis em 2025, diz estudo
Dados são do Dossiê de assassinatos e violências contra pessoas trans e travestis brasileiras da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA). Segundo a pasta, PE teve 7 assassinatos de pessoas deste grupo em 2025
Pernambuco foi o segundo estado com mais assassinatos contra pessoas trans e travestis em 2025. Foram sete transsexuais vítimas de homicídio no Estado no ano passado, segundo dados do Dossiê de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras.
O levantamento é realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA) desde 2018. A edição com dados relativos ao ano de 2025 foi divulgada nesta segunda (26).
Esse número é o mais baixo registrado no Estado desde 2022, quando 13 assassinatos contra pessoas trans foram registrados no Dossiê. Em 2023, foram 9 contabilizados, e em 2024, 8.
Apesar da queda recente, Pernambuco alcançou a marca de 83 mortes violentas contra transsexuais nos últimos seis anos, conforme aponta a pesquisa da ANTRA. O número coloca o Estado no sexto lugar do ranking de assassinatos a pessoas trans no período avaliado pela Associação. Confira:
2017 - 13
2018 - 7
2019 - 8
2020 - 7
2021 - 11
2022 - 13
2023 - 9
2024 - 8
2025 - 7
O Estado acompanha uma alta de assassinatos registrados no Nordeste entre 2017 e 2025: 349 registros. Os outros nordestinos no ranking são Ceará, Bahia e Paraíba.
No Brasil
Segundo o levantamento, 80 pessoas trans foram assassinadas em todo o país em 2025, o menor número desde 2017. Confira a contabilização de assassinatos contra pessoas trans nos últimos seis anos:
2017 - 179
2018 - 163
2019 - 124
2020 - 175
2021 - 140
2022 - 131
2023 - 145
2024 - 122
2025 - 80
De acordo com a pasta, a redução não é sinônimo de avanço.
“A redução métrica aparente não reflete avanços estruturais, proteção do direito à vida ou fortalecimento da cidadania com a garantia de direitos fundamentais, mas evidencia a consolidação de novos mecanismos de invisibilização da violência, acompanhados da manutenção deliberada da não produção de informações e da subnotificação estatística como parte da necropolítica”, destaca a pesquisa.