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Gestão da CBF faz mudanças radicais no futebol brasileiro; confira

Playoffs na Série B, Fair Play Financeiro atrelado ao custeio, nova regra de transferências e profissionalização da arbitragem atualizam o futebol nacional

Por Gabriel Farias

Logomarca da CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou 2026 com uma série de alterações estruturais que impactam diretamente nas suas competições. Da Série B ao modelo de arbitragem, passando por regras financeiras e de mercado, a entidade promoveu mudanças que redesenham o ambiente competitivo e administrativo do futebol brasileiro.


As decisões foram aprovadas em reuniões do Conselho Técnico e fazem parte de um pacote de medidas que, segundo a CBF, busca fortalecer a sustentabilidade das competições e modernizar a gestão do esporte no país.

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Playoffs mudam acesso na Série B

A Série B passa a contar, já nesta temporada, com um novo modelo de acesso à elite. A partir de agora, apenas o 1º e o 2º colocados garantem vaga direta na Série A.

As outras duas vagas de acesso serão definidas por meio de playoffs, envolvendo os clubes que terminarem entre a 3ª e a 6ª posições. Os confrontos acontecerão em jogos de ida e volta, com os duelos sendo 3º x 6º e 4º x 5º. As equipes de melhor campanha decidirão a vaga em casa.

Em caso de empate no placar agregado, os critérios de desempate serão, nesta ordem, o maior saldo de gols e o melhor posicionamento na classificação final da competição.

A medida altera de forma significativa a dinâmica da reta final da competição, ampliando o número de equipes com chances reais de acesso até as últimas rodadas.

Fair Play Financeiro passa a valer para custeio

Outra mudança importante envolve o custeio logístico da Série B. A CBF confirmou que seguirá arcando com despesas operacionais dos clubes, como viagens e hospedagens, mas condicionou o benefício ao cumprimento de regras do Fair Play Financeiro.

Entre as exigências estão salários em dia e adequação a critérios administrativos estabelecidos pela entidade. O sistema nacional de controle financeiro entrou em vigor em 1º de janeiro e será implantado de forma escalonada nos próximos anos.

A ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) já foi criada para fiscalizar as normas, marcando um novo momento na tentativa de organizar as finanças dos clubes brasileiros.

Limite de transferências ampliado

O Conselho Técnico também aprovou mudança na regra de transferências dentro da própria Série B. Antes, um atleta que completasse sete partidas por um clube não poderia atuar por outra equipe na mesma edição. Agora, o limite passou para 12 jogos.

A alteração oferece maior flexibilidade no mercado interno e pode impactar diretamente o planejamento esportivo das equipes ao longo da temporada.

Arbitragem inicia processo de profissionalização

Fora das quatro linhas, a CBF anunciou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem brasileira. Inicialmente, 72 árbitros serão contemplados no biênio 2026/2027, com investimento estimado em R$ 195 milhões.

Os profissionais passarão a receber salários mensais, bônus por desempenho e avaliações sistemáticas. Haverá ranking por performance, capacitações periódicas e acompanhamento técnico.

Embora o projeto tenha início voltado à Série A, representa um passo inédito na tentativa de elevar o padrão técnico e estrutural da arbitragem nacional.

Rebaixamento também entra em debate

Além das mudanças já aprovadas, a CBF colocou em pauta a possibilidade de alterar o número de rebaixados no Brasileirão.

Entre as propostas discutidas internamente está a redução de quatro para três clubes rebaixados na Série A, o que também diminuiria o número de acessos da Série B. O modelo atual está em vigor desde 2004.

Ainda não há definição ou prazo para votação, mas o tema já integra a agenda da entidade e promete movimentar os bastidores do futebol brasileiro.