Tesouro Reserva: agora é possível investir a partir de R$ 1
Rendimento atrelado à Selic foi lançado nesta segunda-feira pelo governo federal, na B3, em São Paulo
O brasileiro já pode se tornar investidor no Tesouro Nacional com apenas R$ 1, através do Tesouro Reserva, um novo tipo de investimento lançado pelo governo federal nesta segunda-feira (11), na bolsa de valores B3, em São Paulo. Trata-se de uma opção simples e com possibilidade de rendimento, servindo como alternativa à poupança e aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), permitindo o resgate a qualquer momento e facilitando o acesso aos investidores iniciantes.
A partir de agora, qualquer pessoa que tiver esse valor poderá investir e ter a garantia de receber o dinheiro de volta, do governo, com o rendimento pela Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Hoje o índice da Selic está em 14,50% ao ano, mas vale lembrar que é uma taxa variável, definida pelo Comitê de Política Nacional (Copom), formado pelos diretores do Banco Central. O principal fator levado em conta para definir a taxa da Selic é a inflação. A estimativa dos analistas de mercado é que a Selic encerre este ano em 13%.
Inicialmente, o Tesouro Reserva foi ofertado, em uma fase de testes, apenas para os clientes do Banco do Brasil. Pelo site do Tesouro, o investidor pode fazer simulações, vendo quando precisa investir por mês e o tempo necessário para realizar objetivos pessoais com o dinheiro investido. O vencimento do papel será de três anos, mas o resgate pode ser a qualquer dia, inclusive por transferência via pix.
O investimento já está disponível para clientes do Banco do Brasil. A oferta do produto em outras instituições bancárias vai depender do interesse de cada banco. O interessado em realizar o investimento deve procurar o próprio banco onde possui sua conta, desde que a instituição seja parceira do Tesouro Nacional. A pessoa também poderá acompanhar o saldo do investimento no próprio site do banco.
Mesmo com juros, o valor a ser resgatado também está sujeito à cobrança de taxas: Imposto de Renda, Imposto sobre Operações Financeiras (se o resgate for realizado nos primeiros 30 dias) e a Taxa de Custódia da B3 (0,20% ao ano, com isenção para valores de até R$ 10 mil investidos). Em relação ao IR, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menor será o imposto, variando de 15% a 22,5%.
Na prática, quando uma pessoa faz um investimento em qualquer produto do Tesouro Direto, está emprestando seu dinheiro ao governo federal. Com isso, o governo devolve o investimento inicial com juros, no prazo combinado para resgate de cada tipo de título público. Segundo o Ministério da Fazenda, o novo produto foi criado para formação de reserva financeira, “com foco em simplicidade e previsibilidade”.
Com informações do G1.