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Intenção de compra para o Dia das Mães registra queda no Grande Recife

Pesquisa registra diminuição de 6,73 pontos percentuais na intenção de compra para o Dia das Mães 2026

Por Diario de Pernambuco

A pesquisa ouviu 814 moradores entre os dias 10 e 26 de março, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais

A intenção de compra para o Dia das Mães 2026 no Grande Recife recuou 6,73 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O levantamento feito pela UNIFAFIRE Inteligência de Mercado aponta que 68,84% dos consumidores desejam comprar presentes.

O índice é menor que no ano anterior, quando a intenção de compra era de 75,57% em 2025. Já 28,41% declararam que não irão presentear.

A pesquisa ouviu 814 moradores entre os dias 10 e 26 de março, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais. O levantamento revela um cenário de maior cautela financeira das famílias recifenses.

Segundo o economista e consultor da UNIFAFIRE Inteligência de Mercado, Uranilson Carvalho, a queda é reflexo da pressão inflacionária e orçamento doméstico mais restrito, contrastando com projeções nacionais mais otimistas. “O varejo local precisará adotar estratégias mais agressivas de preço e crédito para manter competitividade”, afirma Carvalho.

Diante desse cenário, o coordenador da pesquisa, João Paulo Nogueira, observa que o foco do varejista não deve ser apenas o pequeno grupo de indecisos, mas sim o esforço para não perder terreno diante do aumento da rejeição à compra.

“Com 28,41% dos consumidores já decididos a não presentear, a competitividade será determinada no detalhe. O lojista precisará ser mais assertivo para atrair a parcela de 68,84% que mantém a intenção de gasto, oferecendo benefícios claros de custo-benefício e condições de parcelamento que atenuem a cautela do bolso pernambucano”, afirma Nogueira.

Ticket médio menor

69,41% dos consumidores que pretendem comprar presentes planejam gastar entre R$ 50 e R$ 200. A faixa mais citada foi de R$ 50,01 a R$ 100 (36,89%), tecnicamente empatada com a faixa de R$ 100,01 a R$ 200 (32,52%). Apenas 20,63% pretendem gastar acima de R$ 200.

De acordo com João Paulo Nogueira, a faixa de ticket médio do consumidor da RMR mostra o “ponto de equilíbrio” do mercado local. “O teto psicológico do consumidor recifense está mais baixo. O lojista que não estruturar ofertas e condições de parcelamento dentro dessa faixa pode perder competitividade para o e-commerce e para redes nacionais”, avalia.

Setor de moda lidera

O setor de Moda, Roupas e Calçados lidera as intenções de compra (41,78%), seguido por produtos de beleza (22,38%) e eletrodomésticos (10,14%). Itens de decoração representam 6,64%. Um dado estratégico é que 11,19% dos entrevistados ainda não definiram o que irão comprar. Para os especialistas, essa parcela de indecisos representa oportunidade concreta para ações promocionais na reta final da campanha.