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Presença no digital ainda é desafio para lojistas do Centro do Recife

Levantamento da CDL e UniFafire aponta a presença digital como ferramenta para atrair o público jovem

Por Cadu Silva e Thatiany Lucena

Dificuldade de migrar para o digital foi apontada em pesquisa divulgada nesta quinta

Uma pesquisa feita pelo Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire) em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife), divulgada nesta quinta-feira (23), identificou que a metade dos consumidores do Centro do Recife é composta por pessoas acima dos 45 anos. A presença no digital ainda é um dos desafios dos lojistas para ampliar o atrair do público mais jovem o comércio de rua da capital pernambucana.

O coordenador da pesquisa, o professor Eduardo da Costa, aponta que o envelhecimento do consumidor é uma das questões mais preocupantes na busca por maior número de vendas. “Verificamos que 50% dos consumidores são pessoas acima de 45 anos. Temos que fazer algo que chame esses jovens para o Centro do Recife, porque a tendência é perder esse público”, pontua.

Do total de 536 entrevistas, o recorte de público dos 45 aos 59 anos é a maioria (28,2%) entre o público que prefere fazer compras nas ruas da capital, seguido pelas pessoas com mais de 60 anos (22,6%). Segundo Costa, a principal questão é que os jovens consomem mais pela internet em comparação ao público de mais idade.

“Os jovens hoje compram tudo pelo celular. Eles têm muito mais acesso a essa tecnologia do que os mais velhos, que ainda têm uma resistência. Os jovens conseguem muitas vezes comprar produtos de forma online pelo mesmo preço. Esse é um desafio para quem trabalha no Centro”, afirma o pesquisador. 

De acordo com o levantamento, 59,9% dos consumidores não seguem as lojas do centro nas redes sociais, enquanto 40,1% já acompanham os estabelecimentos comerciais na internet. De acordo com o presidente da CDL Recife, Fred Leal, investir na presença digital é uma das soluções para aumentar o faturamento do comércio das ruas do Recife. “As lojas físicas precisam acelerar esse processo de buscar no e-commerce, nas plataformas, maneiras de vender que não sejam só na loja física”.