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FMI prevê que preços da energia devem subir 19% em 2026

Alta é impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pode pressionar inflação e juros globalmente

Por Isabel Alvarez

FMI prevê que preços da energia devem subir 19% em 2026

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a guerra no Oriente Médio pode desencadear a maior crise energética dos tempos modernos, com impacto direto na inflação, na dívida pública e nas taxas de juro. O FMI reviu em baixa o crescimento global e antecipou um agravamento dos preços, alertando para riscos acrescidos nos países mais dependentes de matérias-primas da região.

De acordo com a atualização do World Economic Outlook (WEO) Database divulgada hoje (14), o FMI prevê agora um aumento das commodities da energia. O FMI estima que o preço das matérias-primas energéticas deverão subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Oriente Médio. As previsões indicam que os preços do petróleo devem aumentar 21,4% devido às interrupções na produção e no transporte na região e os preços do gás natural e dos alimentos também devem subir.

O relatório do WEO Database, base de dados abrangente publicada pelo FMI, apontou que os preços do gás natural devem ser mais afetados do que os do petróleo por causa da complexidade técnica da retomada da produção e ao nível comparativamente menor de reservas disponíveis.

“Os preços dos alimentos também devem aumentar, mais do que o projetado em outubro de 2025, em consequência dos preços mais altos de energia e fertilizantes, rotas de tráfego naval interrompidas e aumento dos custos de transporte”, destacou o documento.

Após a apresentação do relatório do FMI, o economista-chefe da organização, Pierre-Olivier Gourinchas, alertou que a cada dia que passa, com todas as interrupções no fornecimento de energia e na subida dos preços, o cenário adverso torna-se mais provável.

Gourinchas declarou que a economia se encontra neste momento entre a previsão de referência e o cenário adverso, uma vez que a previsão de crescimento global é de 2,5% este ano, mesmo depois do relatório que mostrou uma estimativa mais otimista de um crescimento de 3,1%.