Recife tem a terceira maior alta da cesta básica entre as capitais do país em março, segundo Dieese
Alta de 6,97% no preço da cesta básica no Recife foi puxado pelo preço do tomate, que registrou aumento de 46,31%
Em março deste ano, a cesta básica no Recife registrou alta de 6,97% - a terceira maior entre as capitais do país, atrás de Salvador (7,15%) e Manaus (7,42%). Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (8).
A alta de preços na capital pernambucana segue a mesma tendência nacional, já que todas as capitais do país registraram alta no conjunto de alimentos básicos. O valor médio no Recife foi de R$ 654,62, a quarta cesta básica mais cara entre as capitais do Nordeste. A alta de 6,97% na capital de Pernambuco representou um acréscimo de R$ 42,64 em relação ao mês de fevereiro, segundo o levantamento - valor puxado principalmente pelo preço do tomate.
Segundo o Dieese, o trabalhador recifense remunerado pelo salário mínimo (R$ 1.621,00) precisou trabalhar 88 horas e 50 minutos para comprar a cesta básica em março. Em fevereiro, o tempo necessário de trabalho havia sido de 83 horas e 04 minutos. Já em março de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 90 horas e 53 minutos.
Principais produtos
No Recife, entre fevereiro e março deste ano, a alta da cesta básica foi puxada pelo tomate (46,31%), seguido por feijão carioca (10,91%), banana (1,96%), pão francês (1,34%), leite integral (1,23%), carne bovina de primeira (1,10%) e arroz agulhinha (0,39%).
De acordo com o levantamento, os valores médios da farinha de mandioca e da manteiga permaneceram estáveis. Por outro lado, três itens apresentaram queda de preço: óleo de soja (-2,70%), café em pó (-1,72%) e açúcar cristal (-1,51%).
No acumulado dos últimos 12 meses, seis dos 12 produtos que fazem parte da cesta básica registraram alta: tomate (32,70%), feijão carioca (25,58%), carne bovina de primeira (8,47%), farinha de mandioca (6,35%), café em pó (6,11%) e pão francês (4,74%). No período, os produtos com queda nos preço foram: arroz agulhinha (-28,55%), banana (-17,35%), manteiga (-12,56%), açúcar cristal (-11,74%), leite integral (-6,66%) e óleo de soja (-2,70%).
Já no acumulado do ano, entre dezembro de 2025 e março de 2026, seis produtos registraram alta: tomate (85,57%), feijão carioca (24,50%), carne bovina de primeira (5,39%), farinha de mandioca (4,38%), pão francês (1,41%) e leite integral (0,17%). As quedas de preço foram registradas nos seguintes itens: banana (-11,85%), óleo de soja (-8,32%), arroz agulhinha (-8,16%), açúcar cristal (-4,63%), café em pó (-3,51%) e manteiga (-2,36%).