Páscoa mais cara: preço de itens variam até 217% no estado, aponta Procon-PE
Itens como peixes, crustáceos e chocolates estão mais caros nesta Páscoa; pesquisas do Procon-PE e Procon Recife alertam para alta variação nos preços em estabelecimentos
Os produtos que fazem parte da mesa dos consumidores no período da Páscoa estão mais caros neste ano. O aumento dos preços atinge tanto os itens essenciais no almoço das famílias como peixes, crustáceos e vinhos, quanto os chocolates de diversos formatos.
Uma pesquisa do Procon-PE, realizada entre os dias 12 e 20 de março, revelou que itens como peixes, crustáceos e itens de mercearia podem chegar a uma variação de até 217% em estabelecimentos no estado. O levantamento teve como objetivo orientar os consumidores para o período da Páscoa, época em que a procura por esses produtos cresce em todo o estado.
Peixes e itens de mercearia
Na categoria de peixes, o quilo do filé de merluza foi encontrado com a maior variação, chegando a 217,27%, sendo o seu maior valor encontrado por R$79,00, e em seu menor por R$24,90. O filé de polaca também foi um dos produtos em destaque, registrando diferença de 172,50%. O item foi encontrado em seu maior valor, por R$109,00, e em seu menor por R$40,00. Já o filé de tilápia apresentou variação de 166,87%, com menor preço encontrado por R$32,90, e em seu preço máximo por R$87,80.
No segmento crustáceos, o pacote de 400g de filé de camarão cinza médio foi encontrado variação de 67,56%. O produto foi registrado em seu valor mínimo por R$25,00 e por R$41,89, em seu maior valor. O quilo do marisco teve diferença de 66,00%, sendo encontrado em seu valor mínimo por R$30,00, e em seu maior por R$49,80.
De acordo com a pesquisa, as maiores variações foram registradas nos produtos de mercearia. A garrafa de vinho branco seco (750 ml) foi encontrada com diferença de 209,18%, com preço mínimo de R$14,49, e em seu maior por R$44,80. Por outro lado, o azeite de oliva (500 ml) registrou queda de 18,56% em comparação ao ano passado, saindo de R$47,23 para R$38,47.
O levantamento do Procon-PE passou por 12 estabelecimentos e analisou 45 itens no total, sendo 26 tipos de peixes, 10 de crustáceos e 9 produtos de mercearia.
Ovos de chocolate também estão mais caros
Uma pesquisa recente do Procon Recife registrou variações de até 126,15% em itens em produtos de chocolate no Recife. De acordo com o levantamento, o item com maior diferença de preços foi o chocolate amargo 43% (80g), encontrado entre R$ 7,38 e R$ 16,69, uma variação de 126,15%.
Entre os ovos de Páscoa, o destaque foi o ovo de chocolate ao leite (157g), com preços que variaram de R$ 37,59 a R$ 79,99, registrando uma diferença de 112,80%.
O ovo de chocolate branco (162g) também apresentou grandes variações, sendo encontrado entre R$ 37,59 e R$ 79,99, com 112,80% de diferença. Já o ovo recheado (357g) foi encontrado nas lojas com valores entre R$54,39 a R$ 110,90, com variação de 103,90%. Por fim, o ovo de chocolate ao leite (300g), foi encontrado em seu menor valor por R$ 54,39, e no maior valor por R$ 109,90, com variação chegando a 102,06%. Segundo o órgão, toda a relação está disponível no site procon.recife.pe.gov.br.
Em relação aos chocolates em barra (80g), em diversos sabores, foram identificadas variações de até 98,66%, com valores variando entre R$ 5,99 a R$ 11,90. Já os ovos de chocolate com brindes (100g) e as caixas de bombons (250g) registraram variações de até 97,70%.
Apesar da alta, cesta de produtos cai 5,73%
Mesmo com a alta variação nos preços dos produtos tradicionais no período, a mesa de Páscoa, que inclui chocolates, bacalhau, entre outros itens, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), e divulgado nesta quarta-feira (1º).
O levantamento compara ainda a variação dos itens à inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, que registrou alta de 3,18% de abril de 2025 a março de 2026.
Registraram alta acima da inflação bombons e chocolates (16,71%), bacalhau (9,9%), sardinha em conserva (8,84%), atum (6,41%), Já os itens que ajudaram a na queda da inflação da Páscoa foram o arroz (-26,11%), ovos de galinha (-14,56%) e azeite (-23,20%). Já os pescados frescos subiram 1,74% e os vinhos, 0,73%.
Nos últimos quatro anos, duas Páscoa foram de inflação positiva e duas de queda média de preços em relação ao ano anterior. Em 2025, a queda foi de 6,77%, em 2024 a alta foi de 16,73% e, em 2023, de 13,16%.
* Com informações da Agência Brasil