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Páscoa 2026: 66% dos recifenses pretendem comprar chocolates na data, diz pesquisa da UniFafire

Pesquisa foi realizada com 814 moradores de diversos bairros do Grande Recife

Por Diario de Pernambuco

O estudo mostra ainda que o pescado é prioridade entre as famílias recifenses como item essencial da Semana Santa. 74,32% dos entrevistados pretendem consumir pescados, número levemente superior ao de 2025 (73,79%)

Mesmo diante da alta da inflação, mais consumidores da Região Metropolitana do Recife (RMR) devem comprar chocolates na Páscoa deste ano. Uma pesquisa feita pela UniFafire Inteligência de Mercado revelou que 65,97% dos entrevistados pretendem comprar chocolates na Páscoa em 2026, número superior ao registrado em 2025 (63,36%). A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 26 de março, com 814 entrevistados, em diversos bairros da Região Metropolitana do Recife.

O levantamento aponta também que 29,98% dos entrevistados afirmaram que não irão comprar esse tipo de produto para o período, enquanto 4,05% ainda não decidiram. De acordo com o professor e economista do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire), Uranilson Carvalho, esse aumento pelo desejo do consumidor acontece mesmo no cenário de alta dos preços dos produtos, com o chocolate acumulando aumento de 26,3% nos últimos 12 meses, além do alto nível de endividamento das famílias.

“Diante disso, o crescimento na intenção de compra, ainda que pequeno, representa mais o desejo de manter a tradição pascal do que um aumento real no volume de compras, com os consumidores locais adotando estratégias de substituição para produtos de chocolate mais acessíveis”, destaca.

O levantamento mostra também um empate entre os que pretendem comprar chocolate. 31,93% devem optar por ovos de Páscoa contra 29,30% que pretendem comprar barras de chocolate. Já 23,33% irão optar por produtos variados; 12,98% por caixas de chocolate; e 2,46% por outros itens.

De acordo com o coordenador da UniFafire Inteligência de Mercado, responsável pela pesquisa, João Paulo Nogueira, o resultado revela uma mudança de comportamento. “O ovo continua simbólico, mas deixou de ser absoluto. A barra passou a ser estratégia de economia. O consumidor está priorizando custo-benefício sem abandonar o significado da data”, comenta.

Em relação ao valor que desejam gastar, Nogueira avalia que a maioria dos recifenses planeja um gasto moderado de até R$ 100, mas a dispersão das respostas mostra que a Páscoa de 2026 será marcada por estratégias heterogêneas de adequação do orçamento familiar.

O estudo mostra ainda que o pescado é prioridade entre as famílias recifenses como item essencial da Semana Santa. 74,32% dos entrevistados pretendem consumir pescados, número levemente superior ao de 2025 (73,79%). Segundo Carvalho, os números revelam que mesmo com crescimento pequeno, a tradição religiosa e cultural continua forte.

Ele destaca que o percentual dos que não pretendem comprar caiu de 22,14% para 21,25%, indicando que parte daqueles que estavam indecisos ou resistentes acabou migrando para o consumo, possivelmente influenciada por campanhas de incentivo.

O estudo também buscou identificar quanto a população pretende gastar com o pescado e os resultados indicam que dos 814 entrevistados, 35,95% deve gastar entre R$ 100 e R$ 200; 29,49% entre R$ 50 e R$ 100; 14,66% acima de R$ 200; 9,60% até R$ 50 e 10,30% não sabem. O ticket médio predominante do pescado é superior ao do chocolate, indicando hierarquia clara de consumo. João Paulo Nogueira destaca que, a pesquisa do Procon-PE, divulgada nos últimos dias, identificou variações de até 217% em alguns produtos, reforçando a importância da pesquisa de preços pelo consumidor.

Menos viagens

A maioria dos entrevistados (72,73%) afirmou que não pretende viajar na Semana Santa, percentual superior ao de 2025 (69,21%). Apenas 22,11% pretendem viajar. Segundo Uranilson Carvalho, o consumidor recifense está priorizando manter a tradição dentro de casa e o orçamento está sendo direcionado para a ceia e para os itens típicos. “A Semana Santa na Região Metropolitana do Recife revela um cenário onde tradição e realidade econômica se entrelaçam”, reforça.

Para os que responderam que vão viajar os destinos preferidos são praia, com 49,10%, seguido do campo do pouco mais de 30%. Quase 20% dos entrevistados disseram ainda não estarem decididos sobre se irão viajar no período. O dado revela predominância do turismo de proximidade e abre oportunidade para o setor hoteleiro regional captar os indecisos com promoções de última hora.