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Combustíveis: aumentos em cadeia não têm justificativa, diz secretário executivo do Procon

Secretário aponta que a guerra no Oriente Médio afeta apenas o petróleo que é usado para a fabricação do diesel

Por Thatiany Lucena

Aumento dos combustíveis em Pernambuco

A reação em cadeia do aumento dos preços dos combustíveis é apontada como um problema pelo secretário executivo do Procon-PE, Anselmo Araújo. Segundo ele, o conflito no Oriente Médio não justifica os aumentos nos preços da gasolina e do etanol, pois “a guerra reduz a oferta de petróleo no Brasil, só que é o petróleo que é destinado à fabricação do óleo diesel”.

“O Brasil é autônomo na fabricação de gasolina, mas a gente percebeu o aumento na gasolina também. No caso do etanol é ainda pior porque não tem nada a ver por não ser derivado de petróleo”, pontua.

Ontem, de acordo com o levantamento da Truckpag, empresa que faz gestão de frotas e está monitorando o preço do combustível diariamente, o Diesel S10 fechou o dia com alta de R$ 0,03 por litro, com valor de R$ R$ 7,35.

Ainda segundo o levantamento, de 28 de fevereiro, antes do fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, até esta terça-feira (24), a alta do Diesel S10 foi de R$ 1,60 por litro no Brasil, com variação média de 27,85%.

Em Pernambuco, no mesmo período, conforme a Truckpag, o aumento registrado foi de R$ 1,41/L, com variação média de 24,91%. Segundo o balanço, a maior variação foi registrada na Bahia (37,20%), seguida por 30,90% no Piauí e 28,38% no Maranhão.

Caso identifique alguma irregularidade nos preços dos combustíveis, o consumidor pode enviar uma denúncia por meio do e-mail denuncia@procon.pe.gov.br.