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Ainda tem risco de greve dos caminhoneiros? Veja as últimas decisões da categoria

Os caminhoneiros transferiram para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação

Por Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo

O tema ganha urgência diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros

Após a assembleia realizada em Santos, São Paulo, nessa quinta-feira (19), decidir não iniciar paralisação e dar prazo de sete dias ao governo, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026 e afirmaram que o estado de greve está mantido até o fim das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.

Os caminhoneiros transferiram para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação.

Estado de greve

José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) disse que "está mantido o estado de greve".

Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. "Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar".

Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que uma possível paralisação de caminhoneiros está, "por enquanto, suspensa" e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também disse, em nota, que a ameaça de paralisação está suspensa até reunião com o governo federal na semana que vem. A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo.

O presidente do do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), Luciano Santos de Carvalho, apontou durante a assembleia que a avaliação das lideranças da categoria foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP.

"Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também", disse.

Medida endurece regras do frete

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário. O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela.