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"Primeiro desejo do governo é que eles não façam greve", diz Randolfe sobre caminhoneiros

Randolfe disse que o governo está disposto a discutir mecanismos de compensação financeira aos Estados caso haja redução do ICMS, mas afirmou que falta adesão de parte dos governadores

Por Estadão Conteúdo

Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP)

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira, 18, que o Palácio do Planalto trabalha para evitar uma nova paralisação de caminhoneiros e defendeu que a categoria direcione a mobilização para pressionar governadores a reduzirem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

"O primeiro desejo do governo é que eles não façam greve", declarou Randolfe a jornalistas.

Randolfe disse que o governo está disposto a discutir mecanismos de compensação financeira aos Estados caso haja redução do ICMS, mas afirmou que falta adesão de parte dos governadores. O senador citou que o ICMS representa cerca de 35% do preço final do combustível.

"O governo se dispõe a debater sobre isso, criar algum mecanismo de compensação, caso seja necessário", afirmou. Segundo ele, alguns Estados já deram sinais positivos, mas não há, até agora, uma sinalização ampla.

Sobre a possibilidade de uma reunião entre Planalto e governadores, Randolfe afirmou que o governo "cogita todas as possibilidades", mas disse não haver data definida. O parlamentar disse também não ter informações sobre reuniões formais entre caminhoneiros e governo, mas disse que o Executivo está "monitorando" e "dialogando com todos".

O senador ainda negou preocupação com impactos de uma eventual greve sobre as eleições de outubro. "Não estou pensando na eleição, estou pensando nas pessoas que com o colapso do abastecimento vão ficar em filas, vão ficar sem abastecimento, vão ficar sem comida ", declarou.