Recife se destaca entre os alugueis mais valorizados do país e atrai investidores com alta rentabilidade
Com preço médio de R$ 60,89/m², Recife tem o terceiro metro quadrado mais caro entre as capitais do país
A capital pernambucana segue se consolidando entre as capitais do país com maior valorização imobiliária. Segundo o último relatório do Índice FipeZAP de Locação Residencial, o Recife tem o terceiro metro quadrado mais caro entre as capitais no Brasil, com preço médio de R$ 60,89/m².
No acumulado de 2025, a cidade registrou uma alta acumulada de 9,82%, índice que aponta uma valorização real e consistente do mercado local. O resultado coloca Recife atrás de capitais como Belém e São Paulo no ranking nacional e reforça a posição da cidade no mercado de locação residencial a nível nacional.
De acordo com especialistas, o resultado é reflexo de fatores como a retomada da economia, localização estratégica, adensamento urbano e aumento da demanda por imóveis em regiões consolidadas da capital.
O Recife alcança também posição de destaque no retorno financeiro para proprietários e investidores. Dados do Rental Yield, indicador que mede a rentabilidade anual dos imóveis alugados, apontam que a capital pernambucana tem retorno médio de 8,37% ao ano. Esse é o segundo melhor rendimento de todas as capitais do país.
O índice fortalece a posição do mercado imobiliário na cidade, mesmo com o cenário de juros ainda elevados, que reflete na maior cautela do investidor.
“O mercado de locação de alta renda segue em um crescimento sustentado, especialmente quando falamos em investimentos em opções reais, como é o caso dos imóveis. Os resultados mostram que essa é uma alternativa sólida de investimento, principalmente em um cenário em que a taxa Selic deve apresentar uma trajetória de queda”, afirma a economista e professora do Centro Universitário UniFBV Wyden, Amanda Aires.
Os bairros Madalena e Imbiribeira estão entre os que mais se destacam no atual ciclo de crescimento imobiliário do Recife. As duas regiões oferecem infraestrutura consolidada, boa mobilidade urbana e amplo acesso a serviços essenciais.
Segundo Roberto Rios, diretor comercial da Construtora Carrilho, a estratégia do mercado tem sido oferecer empreendimentos alinhados às novas demandas do mercado imobiliário. “Os projetos incorporam tendências como plantas funcionais, áreas comuns otimizadas e foco em qualidade construtiva, atendendo diferentes propostas de moradia e investimento, de acordo com o perfil de cada região e público-alvo. Ainda ressalto que os valores médios de locação e rentabilidade incluem apartamentos de um a quatro dormitórios. Se olharmos apenas para um dormitório e studio, esta rentabilidade e preço de locação por m² aumentam sensivelmente”, afirma.
Inadimplência em queda
A redução da inadimplência nos contratos de aluguel em todo o país é outro aspecto que favorece os bons resultados no setor. Dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, mostram que o atraso no pagamento de aluguéis atingiu, em dezembro de 2025, o menor patamar dos últimos sete meses.
O índice caiu para 3,44%, quando comparado aos 3,69% registrados em novembro. O levantamento avaliou mais de 600 mil contratos de locação residencial em todo o Brasil. A redução no indicador aponta para uma melhora gradual na capacidade de pagamento das famílias, fator que traz mais segurança para proprietários e investidores.
De acordo com especialistas do setor, a melhora está ligada a um conjunto de fatores, como a maior organização financeira das famílias, a utilização de tecnologia pelas imobiliárias para controle e monitoramento dos pagamentos e a estabilidade do mercado de trabalho em várias regiões.
O contexto atual mostra que um número maior de brasileiros está conseguindo manter o pagamento do aluguel em dia, o que representa um sinal positivo para todo o setor imobiliário. Em cidades como Recife, onde valorização, rentabilidade e demanda avançam juntas, o mercado permanece aquecido e com projeções otimistas para os próximos meses.