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Cesta básica sobe 0,67% em janeiro no Recife, mas consome 40% do salário mínimo

No Recife, o consumidor remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621, precisou trabalhar 81 horas e 26 minutos para adquirir a cesta básica

Por Diario de Pernambuco

No Recife, em janeiro, a carne bovina de primeira foi o produto com a maior alta (3,10%)

A cesta básica no Recife ficou 0,67% mais cara em janeiro. Em comparação a dezembro do ano 2025, o valor do conjunto de alimentos básicos teve alta de R$ 3,99, totalizando R$ 600,09. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (9), na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Dieese.

Segundo o Dieese, mesmo com a alta, o Recife ainda tem a quarta cesta básica mais barata entre as 27 capitais avaliadas na pesquisa. No ranking, a capital pernambucana fica atrás apenas de Natal, Maceió e Aracaju.

Mesmo assim, o valor da cesta básica, ainda compromete 40,02% da renda do trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621. Para comprar o conjunto de alimentos básicos, é preciso trabalhar 81 horas e 26 minutos.

Produtos

Em janeiro, cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: carne bovina de primeira (3,10%), farinha de mandioca (2,69%), tomate (2,24%), feijão carioca (1,87%) e pão francês (1,55%). Os outros sete itens apresentaram queda de preço: arroz agulhinha (-5,50%), óleo de soja (-4,50%), banana (-3,99%), açúcar cristal (-2,44%), manteiga (-1,99%), leite integral (-1,39%) e café em pó (-0,17%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas altas em cinco dos 12 produtos: café em pó (31,44%), banana (8,62%), pão francês (6,36%), carne bovina de primeira (5,29%) e farinha de mandioca (3,04%). Os alimentos que apresentaram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-30,33%), leite integral (-11,56%), tomate (-11,13%), açúcar cristal (-11,11%), manteiga (-3,13%), óleo de soja (-2,40%) e feijão carioca (-1,94%).