BNB cresceu 25% em aplicações em 2025
Segundo o superintendente do banco em Pernambuco, dado se refere às concessões de crédito no período de janeiro a novembro
O Banco do Nordeste (BNB) cresceu 25% em aplicações em 2025, no período de janeiro a novembro, comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo o superintendente do BNB em Pernambuco, Hugo Queiroz, o crescimento foi influenciado, principalmente pelo microcrédito, empréstimo voltado para microempreendedores, que deve seguir como uma tendência forte para este ano.
“A gente continua ainda muito forte no microcrédito, que é o carro chefe da gente. O BNB deve encerrar o ano (de 2025) com crescimento de 10% a 12% no Crediamigo e no Agroamigo, e quase 10% de alta em micro e pequena empresa. Somados, esse público representa cerca de R$ 3 bilhões em Pernambuco”, destaca Queiroz.
De acordo com o superintendente, outro setor que se destaca é o do varejo rural, que só no Plano Safra chegou a R$ 1,250 bilhão durante o período. “O BNB vai encerrar o exercício continuando com o foco no pequeno empreendedor, que é uma missão nossa. De tudo que a gente aplica hoje, 58% tem que ser para o pequeno. Isso é uma questão regulamentar do fundo (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste - FNE)”, aponta.
No papel do ecossistema do Banco do Nordeste como um todo, Pernambuco representa 10% do fundo constitucional na região, ficando atrás da Bahia. Ainda de acordo com Queiroz, o banco insere na economia de Pernambuco R$ 8 bilhões por ano.“É uma participação bastante significativa. Quando a gente abre isso, na visão de município, a lupa fica ainda maior porque tem cidade que depende da nossa atuação, principalmente as menores”, aponta o superintendente, em relação a movimentação do mercado com recursos do banco.
Microcrédito deve continuar como tendência
Segundo Queiroz, o BNB, além de continuar destinando 58% dos recursos para aplicações em pequenos negócios, serão R$ 6,3 bilhões do fundo constitucional para esse grupo em 2026. Ele lembra que, em 2025, juntos, o Crediamigo e o Agroamigo chegaram a R$ 1 bilhão, registrando alta quando comparado ao ano passado, quando esse número em 2024 foi de R$ 900 milhões. “Neste ano, a gente deve aumentar entre 10% a 15% também. Então, o pequeno negócio vai continuar tendo foco muito grande na nossa linha de trabalho”, reforça.
Banco Master e alta da credibilidade das empresas
Outro ponto destacado pelo superintendente é que o caso da fraude e a posterior liquidação do Banco Master acabou trazendo mais confiança dos investidores para os bancos públicos. “A situação gerou esse movimento de valorização dos bancos que têm um nível de governança maior. O investidor ficou um pouquinho menos arrojado. Esse processo todo acaba fortalecendo, na verdade, os bancos públicos”, destaca.