Aviação brasileira soma 30 milhões de novos passageiros em três anos
Movimentação aérea atinge recorde em 2025 e reforça retomada do setor no país
A aviação civil brasileira incorporou cerca de 30 milhões de passageiros entre 2022 e 2025, atingindo o maior volume de movimentação da história recente do setor. O crescimento foi contínuo ao longo do período e culminou, em 2025, com o transporte de 129,6 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Em 2022, o número de passageiros transportados somou 97,7 milhões. No ano seguinte, esse total subiu para 112,7 milhões, indicando uma retomada mais consistente do setor após anos de instabilidade. O avanço seguiu em 2024, com 118,4 milhões de passageiros, até alcançar o recorde registrado em 2025. O resultado representa um crescimento de 9% em relação ao ano anterior e um acréscimo acumulado superior a 30 milhões de usuários do transporte aéreo desde 2022.
Crescimento contínuo
Entre 2022 e 2023, o setor registrou um aumento de aproximadamente 15 milhões de passageiros. Já entre 2023 e 2024, o crescimento foi mais moderado, mas manteve a trajetória positiva. O maior salto ocorreu no último ano da série, quando o volume anual superou, pela primeira vez, a marca de 129 milhões de passageiros.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem um processo de ampliação do acesso ao transporte aéreo. “O setor aéreo brasileiro voltou a crescer de forma sólida. Em apenas três anos, conseguimos incluir 30 milhões de novos passageiros, o que mostra que mais brasileiros estão podendo voar, visitar suas famílias, fazer negócios e movimentar a economia”, afirmou.
Política setorial
O ministro atribuiu o desempenho do setor a um conjunto de medidas voltadas à aviação civil. De acordo com Silvio Costa Filho, o crescimento "é resultado da liderança do presidente Lula, que recolocou o Brasil no rumo do desenvolvimento, fortaleceu o diálogo com as companhias aéreas, estimulou investimentos e trabalhou para reduzir custos e ampliar a conectividade no país”, disse.
Efeitos econômicos
O aumento do número de passageiros contribui para ampliar a circulação de pessoas entre capitais e cidades do interior, fortalecendo o turismo e a atividade econômica regional. A expansão também tem efeito indireto sobre o mercado de trabalho, com a criação de vagas em aeroportos, companhias aéreas e setores associados. Ainda segundo o ministro, a expansão do transporte aéreo tem impactos diretos sobre outros segmentos da economia, como o turismo e os serviços. “Quando a aviação cresce, há reflexos na geração de empregos, na integração entre regiões e na movimentação econômica”, declarou.