"Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas", diz presidente da UE sobre acordo
Declaração da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, aconteceu antes da assinatura do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou, neste sábado (17), que a União Europeia e o Mercosul escolhem "o comércio justo em vez das tarifas" em declarações prévias à assinatura histórica, em Assunção, de um acordo bilateral de livres comércios.
“Escolhemos uma parceria produtiva e de longo prazo em vez do isolamento e, acima de tudo, oferecemos benefícios reais e tangíveis” aos cidadãos, afirmou.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, fez a apresentação, elogiou, por sua vez, que os dois blocos escolheram "o caminho do diálogo" e "a cooperação", após negociações que se estenderam por mais de 25 anos.
Adotando o mesmo Tom, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que o acordo que põe em marcha uma das maiores zonas de livre comércio do mundo "é uma aposta decidida na abertura, no intercâmbio, na cooperação frente ao isolamento, ao militarismo e ao uso do comércio como arma geopolítica".
O acordo, negociado desde 1999 entre a UE e os membros fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), cria um mercado que representa 30% do PBI mundial e abriga mais de 700 milhões de consumidores.
O tratado UE-Mercosul elimina tarifas aduaneiras em mais de 90% do comércio bilateral e favorece as exportações de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas destiladas europeias para os pioneiros do Mercosul. Em troca, facilita a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americana.
A assinatura do acordo ocorre em meio às incertezas mundiais com as políticas protecionistas e as ameaças tarifárias do presidente americano, Donald Trump, e protestos em muitos países da União Europeia contra o tratado.