Vinho e chocolate: saiba o que deve mudar com o acordo entre União Europeia e Mercosul
Até as 13h desta sexta, no horário de Brasília, devem ser enviadas as confirmações dos votos da União Europeia
Aprovado provisoriamente, nesta sexta-feira (9), entre a União Europeia e o Mercosul, o acordo de livre comércio pode baratear preços de vinhos europeus para o mercado brasileiro.
Com a redução de impostos, existe a expectativa de aumento da variedade de rótulos da bebida disponibilizados no Brasil
Também existe a possibilidade de ampliar a quantidade de chocolates “chiques” que, atualmente, não chegam ao país.
O acordo entre os dois blocos não está em vigor ainda. Até as 13h desta sexta, no horário de Brasília, devem ser enviadas as confirmações dos votos da União europeia.
Taxas
Hoje, países do Mercosul, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, pagam uma taxa de 27% para importar vinhos da Europa.
Caso o acordo entre em vigor, essa taxa será zerada entre 8 a 12 anos, a depender do produto, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Já as importações de chocolate, hoje taxadas em 20%, terão dois prazos: uma parte dos produtos terá tarifa zero em 10 anos e a outra, em 15 anos.
A Europa concentra os maiores produtores globais, como Itália, França, Espanha. No caso dos chocolates, a redução do imposto de importação pode ampliar a presença de marcas premium que hoje não estão no mercado brasileiro.
Diferentemente do setor de vinhos, o Brasil já conta com uma forte produção de chocolate. O país tem uma indústria já bastante diversificada, formada por empresas nacionais e estrangeiras, que conseguem atender o consumidor em diferentes faixas de preço.
O acordo
O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul.
Com isso, o setor poderá aumentar as vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa.
As tarifas serão reduzidas em prazos que podem variar de 4 a 10 anos, a depender do produto.
Itens, como as carnes bovina e de frango, terão cotas de exportação. São alimentos considerados "sensíveis" pelos europeus, pois competem diretamente com a produção local.