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Casos de doenças respiratórias crescem com chegada do outono

Uma das principais razões de internações em ambientes de terapia intensiva, as causas da insuficiência respiratória são mais prevalentes nos meses chuvosos

Por Luiza Cabral Saraiva

A pneumologista Joana Lira ressalta que a insuficiência respiratória é uma das principais causas de internação em ambientes de terapia intensiva

No dia 20 de março, iniciou-se o outono e com ele, o aumento na notificação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das causas da insuficiência respiratória. Segundo o boletim InfoGripe, publicado no início de abril pela Fiocruz, a maioria das ocorrências de SRAG estão relacionadas à infecção por influenza A, mais comum nos meses chuvosos.

“A insuficiência respiratória ocorre quando o pulmão falha em desempenhar uma de suas principais funções: o transporte de oxigênio para os órgãos vitais ou a eliminação do dióxido de carbono produzido pelo corpo, levando a insuficiência hipoxêmica e hipercápnica, respectivamente”, explica a pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Joana Lira.

Como consequência da sua gravidade, a insuficiência respiratória é uma das principais causas de internação em ambientes de terapia intensiva. Os afetados podem experienciar diminuição do nível de consciência, dificuldade de respirar, cansaço extremo, respiração e batimentos cardíacos acelerados, ansiedade, confusão mental ou cianose (pele, lábios ou unhas azulados).

Crianças e idosos, tabagistas, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades sistêmicas, como doenças cardíacas e neurológicas, têm maiores chances de desenvolver insuficiência respiratória, reduzindo a capacidade respiratória e causando sensação de falta de ar persistente, fraqueza e fadiga muscular. Em casos mais graves, a condição pode evoluir para parada cardiorrespiratória e eventual lesão cerebral por falta de oxigênio.

O diagnóstico, ressalta a especialista, é feito com base na análise clínica, a partir da avaliação física, podendo ser complementado por meio de exames laboratoriais, de imagem ou ainda alguns outros mais específicos.

A tecnologia também vem avançando na área, auxiliando no tratamento de pacientes que necessitam de terapia intensiva: O uso da membrana extracorpórea (ECMO), que funciona como um pulmão artificial, tornou-se mais acessível, auxiliando a recuperação do pulmão em casos graves, mas reversíveis. E a diversificação dos tipos de máscaras para suporte ventilatório não invasivo facilita a oxigenação nas situações em que o corpo precisa de apoio para sua recuperação.

O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana e conta com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas. A unidade também possui um centro de diagnóstico por imagem, urgência e emergência 24h, consultas ambulatoriais.