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Educação em Foco: Projeto apoia fase do desfralde

O acompanhamento diário e apoio escolar e familiar tornam o processo mais tranquilo

Por Luiza Cabral Saraiva

No Colégio GGE, o desfralde é abordado de uma forma lúdica, garantindo que a criança vivencie a transição de forma coerente, acolhedora e sem pressões indevidas

“Desfralde” é o nome do processo em que a criança deixa de usar fraldas e está diretamente relacionado ao desenvolvimento da sua autonomia, autoestima e autorregulação. Devido a sua importância, é crucial que escola e responsáveis unam forças para identificar os sinais do melhor momento para a retirada das fraldas, evitando frustrações e garantindo uma adaptação tranquila nessa importante fase do crescimento.

No Colégio GGE, as crianças da educação infantil são acompanhadas de perto no “Projeto Desfralde” que promove o uso do vaso sanitário de maneira respeitosa, segura e alinhada ao ritmo de desenvolvimento de cada uma. O programa é iniciado nos meses de maio e junho e é realizado pelo Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP) em parceria com a equipe docente da instituição.

“Nós fazemos a introdução ao assunto e o convite ao desuso das fraldas através de rodas de conversas, idas ao banheiro para conhecer o espaço e atividades em sala. Tudo é realizado a partir do diálogo com as famílias e respeitando o tempo e a maturidade de cada criança”, explica Aksa Sayonara, psicóloga do Colégio GGE.

Segundo as diretrizes publicadas pelas Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a média de idade para a realização do desfralde diurno está entre os três aos três anos e três meses. Apesar disso, o momento ideal costuma ser bastante subjetivo.

Para reconhecer se o pequeno está pronto para iniciar esse processo, é necessário atenção aos indícios do desenvolvimento de consciência corporal e do controle esfincteriano – permitindo que eles controlem a liberação de fezes e urina.

Entre principais sinais estão: A fralda da criança permanece seca por períodos mais longos e demonstra incômodo quando ela está suja, avisa que fez ou está fazendo xixi e cocô, comunica necessidades básicas, apresenta maior autonomia (anda, senta, agacha e levanta roupas), mostra interesse pelo uso do vaso ou penico e consegue seguir instruções básicas.

O surgimento de desafios é esperado, principalmente com tantas novidades para os pequenos, no entanto, a ansiedade no âmbito familiar, quanto ao tempo de aquisição da habilidade, expectativas relacionadas a marcos etários e comparações com outras crianças, também pode impactar a condução do processo.

“Essa etapa trata-se de um enorme salto no desenvolvimento infantil, sendo fundamental que os adultos transmitam sentimentos positivos à criança, como confiança, autoestima e segurança, e evitem repreensões ou referências negativas caso ela não tenha êxito imediato. O segredo é acreditar que eles são capazes e lembrar que todos nós também já passamos por isso”, finaliza Aksa Sayonara.