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IMPERATRIZ, GÊNES DE UMA DECADÊNCIA

Em março de 2025, na FCAP/UPE-Universidade de Pernambuco, estivemos acompanhando o trabalho da PCR/Recentro em busca da revitalização do decadente centro do Recife

Por Mauro Ferreira Lima

Rua Imperatriz Teresa Cristina

Em março de 2025, na FCAP/UPE-Universidade de Pernambuco, estivemos acompanhando o trabalho da PCR/Recentro em busca da revitalização do decadente centro do Recife. Uma tarefa desafiadora e de parcos resultados a curto e médio prazos.
Chegamos à conclusão que
este desafio demandava e demandará sempre medidas ousadas, diferenciadas e disruptivas.
Isto mesmo, disruptivas !
Foi com esta visão que analisamos este desafiador complexo urbano. Chegamos a trabalhar algo
inovador e audacioso para um dos locais mais críticos deste Centro: a Rua da Imperatriz.
Em primeiro lugar, sugerimos reabrir para o trânsito a metade da rua, partindo da Igreja Matriz até a Sete de Setembro. Visávamos integrá-la melhor ao conjunto urbano local.
Atualmente, se continuado o trabalho, partiríamos para algo ainda mais radical: a abertura total da rua !
Começaríamos pela sua entrada , na Aurora, seguindo em frente até a histórica Igreja Matriz.
Na sua metade,
já se poderia acessar a Sete de Setembro. Em seguida, a Martins Júnior para juntar-se à Hospício. Daí, se chegaria à histórica Praça Maciel Pinheiro, onde há um projeto infelizmente "quase morto" para edificar um museu onde residiu, por 6 anos, Clarice Lispector.
Continuando, com esta intervenção, poderia se acessar a Rua do Aragão à esquerda e a Manoel Borba, à direita.
Na Imperatriz, seriam erguidos dois pórticos, um na entrada, pela Aurora, e outro no final, em frente à praça Maciel Pinheiro.
A Rosário da Boa Vista e o Pátio de Santa Cruz, seriam locais bastante beneficiados com essa intervenção. Igualmente, a rua de Sta. Cruz, com seu "icônico" mercado, que a PCR deveria pensar em expandi-lo com um primeiro andar!
Isso acontecendo, tornaria aquele mercado ainda mais atrativo do que é atualmente.
Nada aí de ousadia, apenas racionalidade e visão de seu grandioso potencial turístico.
A gênese dessa exaustão poderia ter alguns fatores responsáveis. Em primeiro lugar, o fechamento absoluto da rua, em segundo, a insegurança generalizada, em terceiro , o acesso dificultado, em quarto, a pandemia e, finalmente,em quinto, a disseminação das compras por via digital.
Como se constata, tudo isto contribuiu para definhar a dinâmica desta rua e sua integração às artérias do entorno.
Em próximo artigo, sugerirei propostas viáveis e factíveis para, quiçá, serem discutidas pelas instituições públicas vinculadas aos desafios dessa histórica rua e de sua vizinhança.