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"Honrar quem eu estou sendo hoje", diz Anitta em coletiva sobre o Equilibrivm

O álbum ainda chama atenção pelas parcerias. Entre elas, a colombiana Shakira, no single "Choka Choka"

Por Derick Souza

Segundo a artista, o novo disco marca uma fase mais livre da carreira

O oitavo álbum de estúdio de Anitta, Equilibrivm, já está disponível nas plataformas digitais. Com 15 faixas, o projeto mistura pop latino, funk e reggaeton, e percorre diferentes fases da carreira da artista. O disco também traz forte influência de misticismo e fé, com referências ao candomblé, religião com a qual a cantora se identifica.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (17), acompanhada pelo Giro, Anitta explicou que o conceito do álbum nasce de um momento mais íntimo. “Eu estava muito desestimulada e desacreditada com algumas questões da indústria, expectativas, cobranças… e esse álbum veio desse lugar de fazer o que eu estou a fim, com propósito. É sobre honrar quem eu estou sendo hoje e fazer um trabalho em que eu realmente acredito”, afirma.

A mudança também se reflete na estética do projeto. Dividido em atos, Equilibrivm aposta em uma narrativa espiritual, com referências que vão dos orixás à povos indígenas. “Para mim, Deus é a natureza, o sol, a água, as árvores. Então fui trazendo essas inspirações, junto com elementos da cultura brasileira”, explica. A cantora também revelou que este é, até agora, o trabalho mais caro de sua carreira. “Ele é sem dúvida, o álbum que mais investi na minha vida. Eu estava muito a fim, curtindo os visuais, e me permiti”, completa.

O álbum ainda chama atenção pelas parcerias. Entre elas, a colombiana Shakira, no single “Choka Choka”, além de nomes como Marina Sena, que participa de “Mandinga” e Liniker, presente em “Caminhador”. O grupo Os Garotin aparece em “Caso de Amor”. O projeto também reúne Luedji Luna, Melly, Rincon Sapiência, KING Saints e Ebony.

Outros destaques incluem a participação da banda Ponto de Equilíbrio, além de colaborações com os produtores Los Brasileros e Papatinho, parceiro de longa data da artista. O grupo Emanazul também integra o repertório, ampliando a diversidade sonora.

Sobre a colaboração internacional, Anitta conta que o convite surgiu de forma espontânea. “A Shakira já era minha amiga, mora perto de mim em Miami. Um dia mostrei o álbum e ela escolheu essa música [Choka Choka] para gravarmos juntas. Foi tudo muito leve e estou muito feliz com a repercussão”, diz.

Segundo a artista, o novo disco marca uma fase mais livre da carreira. “Hoje eu não estou mais nessa pressão de números ou de agradar o mercado. O que eu tinha pra conquistar, já conquistei. Estou fazendo apenas o que eu quero, da forma como eu quero e me divertindo”, afirma.

Por fim, a cantora também falou sobre os planos de levar o novo trabalho para os palcos, tema que gerou expectativa após Funk Generation não ter tido turnê no Brasil. Agora, a proposta é diferente. “Eu vou fazer shows pelo Brasil, mas vai ser uma turnê mais intimista, pensada para quem realmente ouviu o álbum. A montagem do show é algo muito importante para mim, e cada projeto pede um formato. Como no próximo ano os Ensaios terão menos datas, as cidades que não receberam devem entrar nessa rota”, completa.