Perdas e ganhos
O dia de ontem foi de perdas e ganhos para a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB)
O dia de ontem foi de perdas e ganhos para a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB). A ida de ambos a Brasília gerou expectativas em torno de alianças, de quem poderia causar mais baixas no adversário. O primeiro choque foi sentido por Raquel, que chegou a acreditar na possibilidade de Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos) compor sua chapa majoritária. Mas ambos seguiram o caminho natural e permaneceram com João Campos. Marília saiu de boa, com vaga garantida para disputar o Senado. Silvio, que seria um azarão, emplacou o irmão Carlos Costa na vice. À noite veio o revés para o prefeito do Recife com o rompimento de Miguel Coelho, que agora é aliado de Raquel e virou opção para o Senado como deseja. Perda mesmo sofreu, aparentemente, Eduardo da Fonte. O presidente do PP sentiu a ira da governadora e ficou de fora da chapa de João. E, a partir de agora, teria pouco a oferecer, até porque seus deputados não engoliram as negociações dele com Campos e seu grupo pode sofrer mais baixas. Além de estar correndo o risco de ficar sem o controle da Federação União Progressista. Os próximos dias indicarão quem se deu melhor com todas as articulações. João Campos conseguiu evitar que Marília e Silvio Filho debandassem para a concorrência, como ameaçaram. Por outro Raquel ficará com uma enormidade de tempo para o guia eleitoral e inserções na televisão e no rádio, durante a campanha.
Causa local pesou
Recém-filiado ao PSD, o deputado estadual Aglailson Victor justificou sua saída do PSB por considerar que a governadora Raquel Lyra (PSB) vem fazendo uma ótima gestão. Mas admite que o fato de o prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto (MDB), ser aliado de João Campos (PSB) pesou na sua mudança.
Humberto faz suspense
A decisão de Humberto Costa (PT) de manter a agenda no interior do Estado hoje provocou burburinhos no meio político. João Campos deve apresentar a chapa majoritária e o senador petista está incluído, conforme acordo com Marília Arraes e Silvio Costa Filho, em Brasília.
Que situação!
Anderson Ferreira divulgou a convocação de Flávio Bolsonaro para ser candidato a senador pelo PL, mas como ficaria a situação em Pernambuco? O presidente do partido dividiria palanque como desafeto Gilson Machado (Podemos)? Em 2022 essa junção não deu muito certo.
Extorsão dos artistas
O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (PSD), foi o maior defensor do teto de R$ 350 mil para o cachê dos artistas, aprovado na reunião da Amupe. Segundo ele, há uma verdadeira extorsão por parte das bandas e cantores famosos. O gestor alertou ser um problema nacional que precisa de um basta.