20% ou 10% ou nada
O Governo Raquel Lyra (PSD) volta a penar na Assembleia Legislativa por ter minoria na Comissão de Finanças. Caberá ao presidente do colegiado, Antônio Coelho (UB), ceder aos apelos governistas e elevar o limite para o remanejamento orçamentário de 2026 para 20%. Ele é o relator do Projeto de Lei 3694/26, enviado pelo Governo durante a convocação extraordinária. Foi exatamente Coelho quem propôs os 10% aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA), que passou por unanimidade, mas Raquel Lyra vetou. E o veto ainda não tem previsão de ser pautado. O problema é que, se não houver acordo com a oposição, o Governo terá que se contentar com os 10% ou ficar sem qualquer margem para remanejar os recursos. Isso porque a interpretação é que não há como apresentar emenda ao parecer que Antônio Coelho vier a colocar. Pelo que ele deixou claro na audiência pública da Comissão de Finanças, ontem, não há disposição para facilitar a vida do Governo. Durante a reunião do colegiado, o deputado João de Nadegi (PV) considerou que a LOA continuará sendo motivo de disputa judicial. Já tem uma ação do Governo tramitando no TJPE contra o arquivamento dos vetos de Raquel por iniciativa do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB). Pelo clima do momento, o parlamentar do PV avalia que a alternativa do Palácio do Campo das Princesas será recorrer novamente às vias judiciais. Ontem, a líder do Governo, Socorro Pimentel (UB), procurou Antônio Coelho para tentar sensibilizá-lo.
Só na provocação
Ontem, na Assembleia Legislativa, deputados davam em off uma sugestão sobre a possibilidade de Antônio Coelho (UB) acatar o pedido do Governo e garantir o remanejamento de 20% no orçamento. Bastaria que, nos próximos dias, seu irmão Miguel Coelho (UB) acertasse com Raquel Lyra (PSD) compor a chapa majoritária governista. O convite foi feito.
Deputados no prejuízo
O secretário de Planejamento, Fabrício Marques, alertou que os deputados podem sofrer prejuízos com as emendas, se não chegarem a um acordo sobre o remanejamento. Segundo ele, as emendas Pix tinham 8 impedimentos técnicos para liberação e agora são mais de 20.
Fim dos penduricalhos?
Penduricalho virou palavra da moda no Brasil. É usada em referência às benesses que servidores públicos, principalmente de altas patentes, têm para multiplicar seus salários. Isso nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O STF entrou no jogo para tentar reduzir esses gastos.
PSTU lança Hertz Dias
O ativista, professor e rapper Hertz Dias disputará a Presidência da República pelo PSTU. Ele é num crítico à gestão do PT. Propõe “romper com o imperialismo e as engrenagens do sistema e lutar por um governo da classe trabalhadora, dos povos originários, quilombolas, mulheres e juventude pobre sem capitalistas”.