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João Campos aponta problemas do Governo Raquel que estariam travando Pernambuco

"Se assume um cargo, tem que resolver. Se acha que não consegue resolver e está muito difícil, deixa para quem sabe fazer", disse o ex-prefeito

Por Blog Dantas Barreto

Ex-prefeito do Recife João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD)

Pré-candidato a governador de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) não vem poupando críticas à forma como vem atuando a governadora Raquel Lyra (PSD). Nesta terça-feira (14), durante entrevista à Rádio Folha, ele apontou uma série de defeitos que, na sua opinião, travam a gestão e faz com que o Estado perca protagonismo. O socialista garantiu ter condições de repetir os feitos da sua gestão na Capital em todo Pernambuco, caso seja eleito em outubro.

“Há um conjunto de dificuldades operacionais. Uma visão estratégica mais estreita, dificuldade de garantir o funcionamento da política administrativa do Estado. Se entra numa curva espiral de desarrumação política e de falta de governança operacional. Tem uma insuficiência de gestão, de política e quem paga essa conta são as pessoas”, disparou João Campos.

Por conta disso, o pré-candidato avalia que o Estado vem perdendo espaço nos debates e ações nacionais. “Pernambuco já foi protagonista no Brasil e hoje não é protagonista em nenhuma grande mesa. Isso precisa mudar. Somos uma terra que não tolera e não se acostuma com aquilo que não é melhor a gente vai se tornar a ser referência no Brasil”, disse Campos.

Questionado sobre as reclamações que Raquel Liya faz em relação à situação que encontrou o estado em 2023, João Campos disse que nunca foi de reclamar e que o ex-governador Paulo Câmara deixou Pernambuco com superávit.

“Se assume um cargo, tem que resolver. Se acha que não consegue resolver e está muito difícil, deixa para quem sabe fazer, para quem vai enfrentar, quem vai ter coragem de fazer, para quem vai juntar política, mobilizar e botar a política para sentar a mesa para trabalhar junto. Não vou ficar me movendo por diferenças pessoais, por político a, B ou C. Se for para o bem do interesse de Pernambuco, vou sentar à mesa. Não adianta nada travar uma disputa, um jogo político contra um adversário e no meio está o povo. Isso de ficar dizendo que é muito difícil, sinceramente, ninguém tem o direito de reclamar”, provocou o socialista.