"A gente não pode brincar com a esperança do povo pernambucano", diz Raquel sobre o metrô
Estado negocia com Governo Federal detalhes da concessão; aporte de R$ 3 bilhões é apontado como essencial
Nestes dias em que a Linha Sul do Metrorec volta a enfrentar problemas, a governadora Raquel Lyra (PSD) ressaltou as discussões com o Governo Federal para entregar esse meio transporte público à iniciativa privada. Mas disse, nesta sexta-feira (29), que há pormenores que precisam ser definidos para que a proposta siga adiante e os usuários do metrô tenha um serviço de qualidade.
“A gente não pode brincar com a esperança do povo pernambucano. A gente tem que ter um trabalho sério, consistente e é isso que a gente está modelando junto com o Governo Federal”, disse Raquel, durante a ordem de serviço da dragagem do Porto de Suape. A assinatura foi com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Pelo acordo de concessão do metrô, primeiro a CBTU cede o equipamento para o Estado de Pernambuco, que ficará responsável pelo leilão. “Existe uma modelagem junto com o BNDES sendo feita na concessão do metrô. Existem alguns acordos que precisam ser concluídos no que diz respeito aos investimentos necessários para poder fazer uma concessão. A concessão é uma decisão, sim, do Governo do Estado de Pernambuco com o Governo Federal. Eu disse a eles que seria parte da solução, desde que houvessem os investimentos do Governo Federal para manter qualquer tipo de operação de pé”, salientou a governadora.
Raquel assinalou que “isso exige que o Governo Federal faça um aporte de mais de R$ 3 bilhões, como garantia para que qualquer tipo de contrato feito tenha executividade”. “Senão, a gente vai trabalhar aqui sem ter parceiro privado que possa querer esse investimento. E o Governo Federal assumiu essa fala desde o primeiro momento. Isso precisa ser colocado no papel, acertada a manutenção de todos os empregos via CBTU. Seriam mantidas as pessoas que trabalham no metrô, inclusive sendo aproveitadas em eventual concessão”, acrescentou.
A governadora disse que toda essa discussão está andamento em discussão. “A gente precisa sentar e fechar os pormenores que tratam da garantia do contrato da execução, para que a gente possa ter uma operação sustentável”, disse Raquel Lyra.