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SOLIDARIEDADE

Famílias promovem caminhada em Boa Viagem em prol da adoção

Publicado em: 22/05/2022 15:07 | Atualizado em: 22/05/2022 16:02

 (Foto: SandyJames/ ESP DP. )
Foto: SandyJames/ ESP DP.
 

A Praça de Boa Viagem foi um palco de celebração da empatia na manhã deste domingo (22). Militantes da Associação Pró Adoção e Convivência Familiar e Comunitária (Gead-Recife) e da Associação Pernambucana de Grupos de Apoio à Adoção (Apega) se reuniram em prol da solidariedade e para dar voz a essa parte da sociedade. A concentração iniciou-se por volta das 9h. Pontualmente às 10h, dezenas de pais, mães e partiram pela Avenida Boa Viagem, até a altura do Edifício Acaiaca.

Para Charles Leite, presidente da Associação Pró Adoção e Convivência Familiar e Comunitária (Apega) e pai adotivo, o evento é uma forma de chamar a atenção da sociedade. “Nosso objetivo é dar visibilidade à situação dessas crianças. Lutamos e militamos para conscientizar a sociedade que a adoção é um instrumento de apoio a elas. Sendo família elas conseguem crescer e desenvolverem-se plenamente”, afirmou.

 (O trenzinho alegrou as crianças. Foto: Sandy James/ESP DP.)
O trenzinho alegrou as crianças. Foto: Sandy James/ESP DP.

De acordo com Luiz Carlos Barros Figueiredo, presidente Tribunal de Justiça de Pernambuco, ainda é necessário percorrer um caminho para desmistificar a adoção. “No Brasil ainda existe um preconceito muito grande com relação à adoção. E isso se combate com esforços para a mudança cultural, que começa a acontecer em movimentos como esse, com a sociedade comparecendo. O povo que realiza essas mudanças”.

Segundo Thabata Alves, Diretora de comunicação da Gead-Recife, Pernambuco é um estado referência nos processos burocráticos referentes à adoção. “O tempo de espera depende de muitos fatores. Em Pernambuco felizmente os processos acontecem de maneiras mais céleres. Claro que tudo depende do perfil escolhido e das restrições do cadastro”, disse.

Ainda de acordo com Thabata, que além de ter dois filhos adotivos possui dois filhos biológicos, o processo trouxe emoções distintas, mas igualmente marcantes. “Toda mãe faz um pré-natal, e o meu foi no Gead-Recife. Não só me preparei, como também preparei minha família para evitar preconceitos. Quando tive meus filhos biológicos vieram, percebi que apesar do processo ter sido diferente, o amor é o mesmo. Quando recebi a notícia que havia uma criança disponível para a adoção fiquei muito nervosa, foi uma identificação incrível”, recorda.

 (Thabata e seus filhos Lorena, Sofia, Lucas e Theo. Foto: Sandy James/ESP DP.)
Thabata e seus filhos Lorena, Sofia, Lucas e Theo. Foto: Sandy James/ESP DP.
 

Para a professora Neide Maria da Silva, mãe da jovem Maria Helena, de 12 anos, que compareceu à caminhada pela primeira vez, o encontro com a filha foi emocionante. “Sempre pensei em ser mãe adotiva de crianças maiores. Tive meu primeiro contato com Maria Helena em setembro do ano passado e quando a vi pela primeira vez foi muito surpreendente. Ela queria muito ter uma mãe e eu queria muito ser mãe, então nossas ideias casaram logo de primeira”, disse.

Para encontrar as associações nas redes sociais basta acessar @geadrecife e @apega.associacao no Instagram.

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