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TRANSPLANTE

Orgulho no Paquistão por médico pioneiro em trasplante de coração de porco

Por: AFP

Publicado em: 22/01/2022 15:24

 (Foto: ASIF HASSAN / AFP)
Foto: ASIF HASSAN / AFP
Amigos e ex-colegas do cirurgião paquistanês Muhammad Mansoor Mohiuddin, cuja equipe conseguiu o primeiro transplante de coração de um porco para um humano, orgulham-se do feito do médico para quem já previam grandes feitos quando era estudante. 

Muhammad Mansoor Mohiuddin, nascido em Karachi, ganhou as manchetes na semana passada como cofundador do programa universitário dos Estados Unidos que transplantou com sucesso o coração de um porco geneticamente modificado em um homem gravemente doente.

Embora celebrado como um avanço médico, o procedimento levanta questões éticas, principalmente entre alguns judeus e muçulmanos, que consideram o porco um animal impuro e que proíbem seu consumo. 

Nada disso preocupa os antigos amigos e colegas de Mohiuddin no Paquistão, que se lembram dele como um fantástico estudante apaixonado pela medicina. 

"Estava sempre interessado, sempre lá, sempre disponível e sempre pronto para se envolver em uma cirurgia", disse Muneer Amanullah, especialista que estudou com Mohiuddin no Dow Medical College em Karachi na década de 1980.

O vice-reitor da universidade, Muhammad Saeed Qureshi, assegura que o campus está cheio de orgulho. "Houve alegria por um graduado nosso ter feito isso", disse à AFP.

Mas o protagonista não quer todos os holofotes, em vez disso, faz questão de compartilhar o feito com a equipe de 50 pessoas da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland.

"Todos são especialistas em suas respectivas áreas", disse à AFP por telefone. "São os melhores cirurgiões, os melhores médicos, os melhores anestesiologistas...", explicou.

O futuro do receptor de coração é muito incerto, mas a cirurgia representa um marco nos transplantes entre animais e humanos.

Cerca de 110.000 americanos aguardam um transplante de órgão e mais de 6.000 pacientes morrem anualmente por não receber um, de acordo com dados oficiais. 

Transplantes de animais podem acabar com esse déficit. 

"Trabalhamos neste modelo há 18 anos", disse Mohiuddin. "Esses 18 anos foram marcados por diferentes fases de frustração - e também de progresso - mas finalmente conseguimos", explicou.

A cirurgia é controversa, especialmente entre a fé islâmica que Mohiuddin compartilha. Este animal é considerado impuro por muçulmanos e judeus, até mesmo por alguns cristãos que seguem à risca o Antigo Testamento.

"Na religião, nenhuma escritura é tão suprema quanto salvar uma vida humana", sustentou Mohiuddin sobre o assunto.

Em Karachi, seus colegas acreditam que o futuro ainda reserva mais feitos para ele, incluindo um grande prêmio em medicina. 

"Acho que toda a equipe está esperando por isso, esperando pelo Prêmio Nobel", diz o vice-reitor  Qureshi.
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