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Consórcio Nordeste: pedido "urgente" de vacina CoronaVac para crianças e adolescentes é feito ao Ministério

Publicado em: 21/01/2022 11:21 | Atualizado em: 21/01/2022 11:44

O pedido ocorre devido o agravamento do número de casos em decorrência da variante Ômicron da Covid-19. (Aluísio Moreira/SEI)
O pedido ocorre devido o agravamento do número de casos em decorrência da variante Ômicron da Covid-19. (Aluísio Moreira/SEI)
A compra da vacina tipo CoronaVac contra a Covid-19 para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, foi pedida pelo Consórcio Nordeste através do envio de um ofício, ontem (20), endereçado ao Ministério da Saúde. O pedido, feito em caráter de urgência, ocorreu após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso dos imunizantes no público. O texto foi assinado pelo atual presidente do Consórcio Nordeste, o governador Paulo Câmara (PSDB), e feito em nome dos governadores dos nove estados da região.

“Tal medida deve ser tomada em caráter de absoluta urgência, algo absolutamente compatível com as atribuições deste Ministério. Fazemos tal pedido como decorrência do compromisso na busca de soluções para a erradicação de tão terrível pandemia. Nessa condição e certo de vossa compreensão, colocamo-nos inteiramente à disposição para a realização de eventuais reuniões ou esclarecimentos’, diz um trecho do ofício CIDSN/PRESID nº 001/2022.

O pedido também considera que é “incontornável a urgência de completarmos a vacinação de crianças e adolescentes no Brasil. Neste momento de severo agravamento do número de casos em decorrência da variante Ômicron”. O texto reforça que as vacinas já estão disponíveis no Instituto Butantan e ainda pede para que se “proceda a distribuição entre os Estados conforme o Plano Nacional de Imunização”.

O Diario entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas até o momento não recebeu respostas ao questionar se o pedido seria atendido de imediato.

Incertezas
Apesar da liberação do do uso emergencial da CoronaVac ter sido decidida por unanimidade pela diretoria colegiada da Anvisa, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não deu certeza se comprará a vacina, alegando que apenas que será "considerada".

A aprovação da Anvisa atende, em parte, o pedido da fabricante da CoronaVac, o Instituto Butantan, feito em dezembro do ano passado, para aplicação em crianças a partir de 3 anos. Ao deixar de fora crianças de 3 a 5 anos, a agência justificou que ainda faltam dados clínicos da aplicação nesta faixa etária para que seja possível liberá-la.

"Especificamente para a faixa etária de 3 a 5 anos, devido a uma maior escassez de dados clínicos quando comparada aos outros subgrupos e as limitações nos dados de farmacovigilância, as incertezas quanto ao perfil de segurança ainda são evidentes", declarou a diretora Meiruze Freitas, que relatou o pedido do Butantan.

A aplicação em crianças e adolescentes será em duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas, assim como é feito com os adultos que recebem a mesma vacina. Crianças com baixa imunidade (que tenham HIV ou estejam em tratamento contra câncer, assim como as que tenham sido transplantadas) não receberão a CoronaVac.

A Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa indicou, ainda, que a vacina aplicada em crianças seja a mesma dos adultos (com a mesma dose e a mesma posologia).
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