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Bolsonaro se opõe à realização do carnaval em 2022

Por: AFP

Publicado em: 25/11/2021 18:29

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro rejeitou nesta quinta-feira (25) a ideia de comemorar o carnaval em fevereiro, mas esclareceu que a decisão cabe a governadores e prefeitos. O evento foi cancelado em 2021 devido à pandemia do coronavírus.

“Por mim não teria carnaval. Só que tem um detalhe. Quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal, quem decide são os governadores e prefeitos”, disse o presidente em entrevista à Rádio Sociedade, do estado da Bahia. 

Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, as comemorações estão previstas para o período de 25 de fevereiro a 1º de março, embora as autoridades dessas cidades condicionem sua realização à situação epidemiológica, que melhorou nos últimos meses devido ao avanço da vacinação.

Porém, nesta semana dezenas de municípios do estado de São Paulo anunciaram que suspenderiam o carnaval por razões sanitárias ou problemas orçamentários.

"Em fevereiro do ano passado, ainda estava engatinhando a questão da pandemia, pouco se sabia, praticamente não tinha óbitos no Brasil. Eu declarei emergência e os governadores e prefeitos ignoraram, fizeram o carnaval" de 2020, acrescentou Bolsonaro.

"As consequências vieram. Chegamos a 600.000 óbitos e alguns tentam imputar a mim essa responsabilidade", queixou-se o governante.

Apesar de sua oposição ao carnaval, Bolsonaro sempre criticou medidas para restringir a circulação de pessoas durante a pandemia.

A primeira morte ligada à Covid-19 no Brasil foi anunciada em 17 de março de 2020, duas semanas após o carnaval. 

Um mês depois, o Supremo Tribunal Federal decidiu que estados e municípios têm autonomia para decidir implementação de restrições sanitárias, mas sempre afirmou que isso não significava que o governo federal não pudesse tomar suas próprias medidas para combater a pandemia. 

No final de outubro, uma CPI no Senado recomendou que Bolsonaro fosse indiciado por 10 crimes, incluindo "crimes contra a humanidade" e por ter "deliberadamente exposto a população à contaminação em massa" com seu discurso contrário aos confinamentos e relutância em comprar vacinas.
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