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Teresa Leitão defende candidatura própria do PT ao governo do estado

Publicado em: 21/10/2021 11:20 | Atualizado em: 21/10/2021 12:00

 (Alepe/Divulgação)
Alepe/Divulgação
Até o momento, o PT ainda não definiu como jogará nas eleições estaduais de 2022 em Pernambuco. Para a deputada Teresa Leitão (PT), os petistas deveriam apostar em uma candidatura própria ao governo, chegando a ventilar os nomes da deputada Marília Arraes e do senador Humberto Costa. “É hora do PT ter uma candidatura própria ao governo do estado”, afirmou, em entrevista com a Rádio Clube.

Outra opção para o partido seria ingressar na Frente Popular, bloco comandado pelo PSB, mas, de acordo com a parlamentar, a falta de definição do PSB quanto a um nome para o governo coloca os outros partidos do bloco em uma posição delicada. Os socialistas ainda não divulgaram quem será o candidato, muitos apostam no nome do ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio, mas o mesmo já negou em diversas ocasiões que disputaria. “Parece, olhando de fora, que o PSB está com um grau de dificuldade para resolver quem será o seu candidato”, ponderou Teresa. “Quem é o candidato? Nem eles mesmos sabem! A gente vai ficar esperando eternamente e resolver na boca da urna, por ter a força da máquina política e eleitoral?”, perguntou a deputada.

Quanto à uma possível candidatura própria, Teresa afirmou que não seria um projeto solo, podendo contar com o apoio de outros partidos, como o PSOL. “Eles têm uma resolução estadual de não compor com o PSB”, comentou. “Tem outros partidos com os quais dialogamos nacionalmente que compõem uma grande frente no congresso nacional”, afirmou, sem citar os nomes das siglas. Teresa também destacou a vontade do partido de ter lugar em uma chapa majoritária, comentando sobre o senado. “A vaga do senado vindo para o PT é um ganho para a própria composição política eleitoral da chapa”, assinalou, citando o nome da deputada Marília Arraes como opção para uma cadeira no senado. Caso o PT se junte ao palanque socialista ou até mesmo outro palanque, Teresa afirmou que o pré-candidato e ex-presidente Lula (PT) seria um “puxador de votos”. “Lula tem um poder de transferência de voto muito grande. O candidato a governador que tiver o apoio dele [Lula] tem o benefício da força eleitoral dele”, cravou.

O flerte entre PT e o PSB não é de hoje, mas tanto os petistas quanto os socialistas ainda se dividem em relação a essa possível aliança. As marcas deixadas pela última eleição municipal do Recife, quando Marília Arraes e João Campos (PSB) disputaram pela prefeitura, podem acabar influenciando as eleições de 2022. Para o PSB, um palanque com o PT significaria a perda do apoio do PDT, partido que governa oito capitais junto com o PSB. O presidente estadual do PDT comentou com o Diario, em junho, que não haveria possibilidade do partido marchar junto do PT. “Se o PSB quiser marchar com o PT, nós estaremos em outro palanque”, cravou o deputado Wolney Queiroz.

No espectro nacional, o pré-candidato à presidência pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes, tem destilado críticas públicas ao ex-presidente Lula e à ex-presidenta Dilma (PT), reforçando a distância entre os partidos. “O fator Ciro aqui em Pernambuco é algo que nos faz pensar muito na posição do PSB, tem gente lá que defende Ciro”, ponderou Teresa. A deputada, porém, descartou o ex-ministro como uma real ameaça nas urnas. “Depois que esse senhor foi para Paris, em um momento crucial da política brasileira, acho que não tem salvação para aquele homem”, comentou. “ Na ânsia de atacar e desconstruir o PT, ele quer ser o oposto, por ele ter dificuldade em subir nas pesquisas. Ele faz, faz e faz, mas fica no mesmo patamar de pesquisa”, concluiu a deputada.
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