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CPI DA COVID

Fernando Bezerra Coelho diz que relatório da CPI merece 'lata do lixo da história política'

Publicado em: 21/10/2021 15:16 | Atualizado em: 21/10/2021 15:30

 (crédito: Reprodução / TV Brasil)
crédito: Reprodução / TV Brasil
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), defendeu o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (21) das acusações do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 que apontam nove crimes do chefe do Executivo em meio à pandemia. Bezerra alegou que o documento da CPI merecerá “a lata do lixo da história política do Brasil”. A declaração ocorreu durante cerimônia de inauguração do Ramal do Agreste, em Sertânia (PE), da qual Bolsonaro também participou.

“Ontem, o senhor foi alvo de uma das maiores injustiças da política brasileira. Como seu líder no Senado, tive a oportunidade de rebater, de rechaçar todas as críticas e imputações que lhe foram feitas por uma CPI que se desviou no caminho da radicalização, dos excessos jurídicos e constitucionais. Uma CPI que não teve a dignidade de escrever uma letra para reconhecer o esforço do governo federal no enfrentamento da pandemia. Eu pergunto aos pernambucanos que aí se reúnem o que seria de nós se não tivesse vindo dinheiro do governo federal para assistir ao estado, que estava quebrado. O presidente que compensou a perda de ICMS, que custeou as unidade  de UTI. O presidente que comprou os respiradores para a população não morrer porque, se dependesse dos governadores, esses respiradores nunca chegariam".

O senador ainda caracterizou como "inócua" a CPI. "Por isso, ontem, tive a oportunidade de falar dessa injustiça, dessa decisão politica inócua. Inócua porque a Constituição não permite que uma CPI possa investigar o presidente, quanto mais querer imputar crimes a ele", continuou.

"Por isso, presidente, eu tenho certeza que o relatório desta CPI vai merecer a lata do lixo da história política do Brasil”, reforçou o parlamentar. E emendou que “a melhor resposta aos que lhe atacam é responder com trabalho”.

Mais cedo, em São José de Piranhas, Bolsonaro atacou o relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O chefe do Executivo disse que chamá-lo de "vagabundo" era elogio e acusou o parlamentar de estar envolvido em "maracutaias" em Brasília.

Na mesma ocasião, voltou a defender o inexistente tratamento precoce no combate à Covid-19.
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