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História dos 50 anos do Quinteto Violado é contada em livro de José Teles

Publicado em: 20/10/2021 11:30 | Atualizado em: 19/10/2021 22:26

Lenda da música popular brasileira, Quinteto Violado comemora 50 anos e ganha livro sobre trajetória (Divulgação)
Lenda da música popular brasileira, Quinteto Violado comemora 50 anos e ganha livro sobre trajetória (Divulgação)
Em outubro de 1971, há exatamente cinco décadas, Fernando Filizola, Generino Luna, Luciano Pimentel, Marcelo Melo e Toinho Alves se apresentavam em no teatro a céu aberto de Nova Jerusalém. Ao fim do show, um menino, ao avistar o grupo, gritou "Lá vêm os Violados", inspirando os rapazes a adotarem o nome de Quinteto Violado ao que se tornaria um lendário grupo da música popular brasileira. 
 
Lá Vêm os Violados também dando nome ao livro que conta essa história de 50 anos, escrito pelo veterano jornalista musical José Teles e lançado nesta quinta-feira, pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). A publicação estará disponível para vendas nesta quarta-feira, no hall do Teatro Santa Isabel, onde o grupo fará um show comemorativo para convidados.

O livro percorre toda a história do Quinteto, dos primeiros encontros, concertos e repercussão, que levou à incomum gravação do LP de estreia em 1972, no qual pularam a fase de teste de mercado por meio de compactos, passando pelas diversas colaborações, incluindo nomes como Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Dominguinhos e Elba Ramalho, até as reconfigurações e a formação atual, composta por Marcelo Melo (o único da primeira formação), Ciano Alves, Sandro Lins, Dudu Alves e Roberto Medeiros. O livro foi lançado originalmente em 2012 pela editora Bagaço. Quase uma década depois, ao se levar em conta um grupo que simplesmente não para, Teles viu que ainda tinha muita história para contar. (CONTINUA APÓS IMAGEM)
 
O histórico show do Quinteto Violado no teatro de Nova Jerusalém, em 1971 (Divulgação)
O histórico show do Quinteto Violado no teatro de Nova Jerusalém, em 1971 (Divulgação)
 
 
“Na época do primeiro lançamento, eu tinha mais de 100 pastas de materiais para trabalhar, mas o prazo foi apertado, tinha três meses para fazer. Acabei não conseguindo repassar tudo, teve entrevistas também que não pude fazer, ele estava incompleto. Quando surgiu essa oportunidade de relançamento, pude revisar ele todo, acrescentar o que ficou de fora, entrevistar pessoas que não tinha dado tempo. É basicamente outro livro e com dez anos a mais de história”, explica José Teles, em entrevista ao Viver.
 
Nesse passeio pela história do Quinteto, o jornalista não se detém apenas nas andanças do grupo, mas em todo o contexto cultural das muitas décadas pelas quais passaram, incluindo influências de outros artistas e sobre outros artistas - um resgate da obra de Luiz Gonzaga ou o surgimento de bandas pelo Nordeste com formato semelhante -, lógicas de circulação e mercado e reflexos sócio-políticos de cada época.  

“O Quinteto é a banda mais ativa e dinâmica de Pernambuco. Eles gravam discos, gravam e produzem outros artistas, nesses dez anos viajaram muito. Possuem um nome muito grande pelo país. Vi um show deles em Porto Alegre, lotado, com gente de toda idade. São uma lenda da música brasileira. Ninguém lá fora, nem aqui, ouvia cavalo-marinho, ciranda, frevo de pau e corda e eles botaram tudo nos discos deles. E fizeram isso, de forma acústica, em um momento de muito rock n’roll e psicodelia”, elabora Teles, destacando o sucesso já desde o primeiro LP, lançado pela Philips, após o encantamento e elogios rasgados feitos por Gilberto Gil e seu pianista, Antônio Perna Fróes, após passarem uma temporada no Recife e entrarem em contato com os músicos do Quinteto. (CONTINUA APÓS IMAGEM)
 
Quinteto Violado segue em ativo, levando a cultura popular nordestina para o mundo (Elimar Caranguejo/Divulgação)
Quinteto Violado segue em ativo, levando a cultura popular nordestina para o mundo (Elimar Caranguejo/Divulgação)
 

Mas outra capacidade que Teles destaca do Quinteto é de adaptação com o passar do tempo e da reconfigurações de sua formação, sem perder a essência que os liga fortemente à cultura popular nordestina. O mais novo no grupo, Sandro Lins, já conta com 10 anos em uma banda que teve discos lançados por seis gravadoras nacionais e duas estrangeiras. A banda alcança um raro equilíbrio entre manter suas raízes e estéticas tradicionais, mas também estar aberta ao novo. “Quando Dudu entra com os teclados, já há mais de 25 anos, muda o som da banda, mas se adaptando ao que faziam. Também fizeram gravações com músicas de Cabo Verde e indianas. É a banda mais dinâmica que nós temos”, conclui. O livro está disponível para compra nas lojas virtuais e físicas da Cepe, custando R$ 15 (e-book) e R$ 50 (impresso). 
 
 
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