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AJUDA

ONU destina fundo de emergência para apoiar sistema de saúde do Afeganistão

Por: AFP

Publicado em: 22/09/2021 20:09

 (Foto: Hoshang Hashimi / AFP
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Foto: Hoshang Hashimi / AFP
A ONU liberou US$ 45 milhões em ajuda de emergência para apoiar o sistema de saúde do Afeganistão, à beira do colapso - anunciou o vice-secretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths.

"Os medicamentos, o material médico e a gasolina estão acabando no Afeganistão. A cadeia de frio está em risco. Os profissionais de saúde, indispensáveis, não estão sendo pagos", relatou Griffiths, em um comunicado.

A verba desbloqueada será destinada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Com o auxílio de ONGs nacionais e internacionais, o dinheiro deve permitir o funcionamento de centros médicos, como os hospitais que atendem pacientes de covid-19, destacou Griffiths, que se reuniu no Afeganistão, recentemente, com representantes do governo talibã.

Em sua visita a Cabul na terça-feira (21), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, encontrou-se com líderes do Talibã, com profissionais da saúde, pacientes e com a equipe da OMS neste país.

"O sistema de saúde afegão está à beira do colapso e, a menos que medidas urgentes sejam tomadas, o país está prestes a viver uma catástrofre humanitária", disse o responsável, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (22).

"Permitir o colapso do sistema de saúde afegão teria consequências desastrosas", concordou Griffiths. 

O país enfrenta uma grave crise humanitária, provocada pelas dezenas de milhares de pessoas deslocadas pela violência durante a campanha dos talibãs para conquistar o poder. Além disso, o Afeganistão sofre com uma crise econômica, uma seca e a pandemia. 

O diretor-geral da OMS afirmou que nove dos 37 hospitais onde os casos de coronavírus são tratados fecharam e que todas as outras frentes de combate à pandemia - como vacina, ou testes de detecção - se deterioraram.

Pelo menos 2,2 milhões de pessoas se vacinaram antes de o Talibã recuperar o controle do país em meados de agosto, mas os números pioraram. Em torno de 1,8 milhão de doses ainda não puderam ser aplicadas.

"É preciso agir rápido para usar essas doses nas próximas semanas", destacou Tedros.

Nas últimas semanas, dezenas de milhares de afegãos fugiram da capital, ou do país, entre eles profissionais da saúde. A situação se complicou ainda mais, com a ausência das mulheres que trabalhavam neste setor. Muitas não voltaram para seus empregos, por temerem represálias dos novos líderes do país.
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