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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Com mais de 2 mil pacientes na fila, hospitais metropolitanos incentivam doação de órgãos

Publicado em: 22/09/2021 17:53

 (Foto: Divulgação )
Foto: Divulgação
Com o objetivo de incentivar a doação de órgãos e tecidos entre usuários e colaboradores de duas unidades de saúde ligadas à Fundação Professor Martiniano Fernandes (FPMF), as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes – CIHDOTTs dos Hospitais Metropolitanos Sul Dom Helder Câmara (HDH), no Cabo de Santo Agostinho, e Norte Miguel Arraes (HMA), em Paulista, deram início esta semana à programação em torno da Semana Nacional de Doação de Órgãos, que o dia comemorativo acontece na próxima segunda-feira (27). São atividades que envolvem visitas aos setores e palestras sobre a importância da doação como forma de reduzir a fila de espera por transplantes em Pernambuco.

No Hospital Dom Helder Câmara, as orientações sobre doação de órgãos e transplantes estão sendo reforçadas durante todo este mês de setembro. Integrantes da CIHDOTT têm conversado com profissionais de saúde, além de pacientes e acompanhantes, para tirar dúvidas sobre o assunto. Na tarde da terça-feira (21), houve palestra com a enfermeira Jackeline Diniz, da Central de Transplantes de Pernambuco, sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes.

A programação do Hospital Miguel Arraes teve início nesta quarta-feira (22), com visitas aos setores para esclarecimentos sobre o processo de doação entre colaboradores, pacientes e acompanhantes. A atividade se repete nesta quinta-feira, a partir das 10 horas. Na sexta-feira (24) duas palestras dirigidas aos profissionais de saúde estão marcadas no auditório, a partir das 10 horas, “Processo de doação de órgãos” e “Morte encefálica”. Foram convidados Ana Karla Ferro, enfermeira do Núcleo de Descentralização das CIHDOTTs e OPOS, da Central de Transplantes de Pernambuco, e João Paulo Ribeiro, médico coordenador da OPOS (Organização de Procura de Órgãos) do IMIP. 

Entre janeiro e junho deste ano, 616 transplantes de órgãos e tecidos foram realizados no Estado, o que representa um aumento de 45,6% quando comparado ao mesmo período do ano passado, no surgimento da pandemia da Covid-19. A fila de espera, no entanto, ainda beira dois mil pacientes, que aguardam rins, córneas, fígado, medula óssea, pâncreas e coração. 

Atuação
É para reduzir essa fila de espera que atuam as CIHDOTTs, cujo trabalho de captação começa na porta de entrada do hospital. “O acolhimento aos familiares é o ponto-chave para que todo o processo de doação de órgãos tenha sucesso. Precisamos ouvir e orientar de forma adequada aquele que acompanha o paciente. É na entrada da unidade de saúde que o trabalho de captação tem êxito”, explicou a enfermeira Mirella Nascimento, coordenadora da CIHDOTT/HMA.

Com uma média de 80 a 90 óbitos por mês, o Miguel Arraes registra, em sua maioria, pacientes com contraindicação médica (doenças como HIV, tuberculose, tumores metastáticos ou leptospirose) ou fora da faixa etária viável, entre 5 e 80 anos, para doação de órgãos e tecidos. Porém, assim como o HDH, mantém-se no esforço diário para salvar vidas e também para transformar certidões de óbito em certidões de (re)nascimento.  
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