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EVENTO DA ONU

Bolsonaro sobre energia renovável: 'Governo não está de braços cruzados'

Publicado em: 24/09/2021 13:56

 (crédito: Alan Santos/PR)
crédito: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira (24) do Diálogo em Alto Nível das Nações Unidas sobre Energia (High-Level Dialogue on Energy), evento da ONU em que mais de 100 países apresentaram compromissos e ações para o clima e energia renovável. Em discurso gravado, o chefe do Executivo destacou que o país é exemplo em energia renovável, que possui a matriz energética mais limpa dentre as grandes economias do mundo e que o governo "não está de braços cruzados".

"A matriz energética da maioria dos países baseada majoritariamente em fontes fósseis é a principal responsável pela mudança do clima que vivemos hoje. Ficamos honrados com o convite feito ao Brasil para atuar com um dos países campeões em transição energética neste exercício. Respondemos imediatamente e esse apelo. O Brasil tem, de longe, a matriz energética mais limpa dentre as grandes economias do mundo. Mais de 47% da nossa matriz energética e mais de 80% da nossa matriz elétrica são renováveis. Somos exemplo de transição energética, processo que no Brasil teve início nos anos 70", apontou.

"O nosso país tem longa experiência na promoção de soluções energéticas sustentáveis a começar pela bioenergia em que somos referência mundial. Na transição energética global, para a qual temos dado contribuição significativa como país, não há receita única. Todas as fontes de energia limpa e todas as tecnologias disponíveis terão papel importante na transição. É um processo que inclui fontes como energia, hidroeletricidade, nuclear, solar e eólica além de fontes como baixo carbono como o gás natural", acrescentou.

Ainda segundo o presidente, o governo não está de braços cruzados em relação às matrizes de energia renováveis. Ele citou desafios mundiais e a crise energética do Brasil, justificando que o enfrentando ao problema é feito com "planejamento, seriedade e transparência".

"Apesar da situação privilegiada da nossa matriz energética, não estamos de braços cruzados. Queremos contribuir para o desafio coletivo desse processo de transição. São tarefas enormes que o mundo tem pela frente: aprofundar a descarbonização nos transportes, ampliar a geração de energia para as nossas necessidade de desenvolvimento ou ainda lidar com os desafios climáticos como, por exemplo, a atual escassez hídrica do Brasi, que estamos enfrentando com planejamento seriedade e transparência".

Ele alegou que o país mantém o pacto sobre biocombustíveis que visa à redução da intensidade de carbono na matriz de transportes brasileiras em 620 milhões de toneladas de carbono em 10 anos, por meio da implementação dos mecanismos da política nacional de biocombustíveis (RenovaBio) com o objetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

"Por meio do pacto em biocombustíveis, assumimos o compromisso de reduzir voluntariamente, 620 milhões de toneladas de emissões de carbono em 10 anos considerando apenas o setor de combustíveis de transportes. Cumpriremos essa meta com uma política estabelecida em lei, com etapas definidas por meio de engenhoso mercado de crédito de biocombustíveis que já vem sendo negociado com sucesso na Bolsa de Valores de São Paulo".

"Em outro pacto, nos comprometemos a orientar recursos a pesquisa, desenvolvimento, treinamento e geração de conhecimento em hidrogênio limpo de diversas fontes. O Brasil está posicionado para produzir hidrogênio de forma competitiva e com escala para suprir nossas próprias necessidades e exportar a outros mercados", acrescentou.

"Energia para todos"
 
Por fim, disse que o governo trabalha para garantir acesso a energia para todos os brasileiros de forma limpa e sustentável e que o Brasil é líder em prover acesso à eletricidade com praticamente 99% da população contemplada.

"Estamos agora avançando para o 100% com o programa mais luz para a Amazônia. Estamos levando eletricidade limpa e renovável como fonte solar para mais de 100 mil famílias em áreas remotas e isoladas da Amazônia, em suas grande maioria indígenas e ribeirinhos. No Brasil, sabemos que a transição energética é possível. Contem com o entusiasmo e a determinação do Brasil nessa empreitada que é de todos", concluiu.

O presidente segue em quarentena no Palácio da Alvorada após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ter sido diagnosticado com covid-19 em viagem a Nova York para a 76ª Assembleia-Geral da ONU. De quarentena em Brasília, Bolsonaro deverá passar por novo exame de RT-PCR no final de semana.
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