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Policial investigada por stalking no DF é presa ao tentar impedir depoimento de vítima

Publicado em: 03/08/2021 22:02

 (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Foto: Ed Alves/CB/D.A Press
Uma agente da Polícia Civil do Distrito Federal foi presa, na tarde desta terça-feira (3), após invadir a Corregedoria da instituição, no Departamento de Polícia Especializada (DPE). Ela é investigada pelo crime de stalking — perseguição — contra o ex-namorado, que teria sofrido ameaças de morte. A acusada assinou um termo circunstanciado e foi liberada.

A vítima prestava depoimento na tarde desta terça-feira (3), no prédio da Corregedoria, quando a policial invadiu o local e começou uma briga. Policiais afirmam que essa não é a primeira situação polêmica que envolve a agente. Um funcionário do prédio onde ela mora, no Setor Hoteleiro Norte, detalha em um relatório de oito páginas que a policial costuma correr pelo condomínio com uma arma em mãos.

Nas redes sociais, a agente tem 26 mil seguidores e se apresenta como professora e palestrante. Em posts publicados no Instagram, ela dá dicas de ortografia e língua portuguesa. A reportagem tenta contato com a defesa dela.

Denúncia do MPDFT
Em 2018, a policial ameaçou um homem com quem namorava à época, segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A vítima relatou que conheceu a agente por meio de um aplicativo de relacionamento. Após desentendimentos entre o casal, o companheiro quis romper a relação, mas ela não aceitava o término e ligava insistentemente para ele.

Em 10 de março daquele ano, a agente esteve no endereço dele, onde ficou por várias horas e só saiu depois de a vítima aparecer e dizer que os dois poderiam se encontrar no dia seguinte, segundo denúncia à qual o Correio teve acesso. "Nos encontros seguintes e (após) contatos telefônicos, o ofendido insistiu em terminar o relacionamento com a imputada, mas ela não concordou, passou a procurá-lo e a ligar insistentemente para ele, inclusive em seu local de trabalho (Banco do Brasil), gerando-lhe desgastes e transtornos", diz um dos trechos do documento.

Em uma das ocasiões, a policial o ameaçou e disse que ele "estava mexendo com fogo, que faria vexame no trabalho dele para fazê-lo perder o emprego e, ainda, a fim de amedrontá-lo, insinuou que também faria mal aos familiares dele, dizendo que, se contasse alguma coisa, seria pior, que tudo voltaria em dobro para ele e sua família".

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