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'Há uma insatisfação com a condução do PDT no estado', revela Túlio Gadêlha

Publicado em: 18/06/2021 10:22 | Atualizado em: 18/06/2021 10:44

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O deputado federal Túlio Gadêlha, prestes a sair de seu primeiro e único partido, PDT, externou sua percepção de insatisfação geral com a direção pedetista em Pernambuco. Segundo o parlamentar, filiados procuram a legenda em busca de espaço e formação política, e não de “carregar bandeiras de candidatos”. “Por isso eu percebo que há uma insatisfação com a condução do PDT no estado”, disparou. As declarações foram dadas em entrevista na Rádio Clube AM 720, durante o programa Manhã na Clube, apresentado pelo titular da coluna Diario Político, Rhaldney Santos.

Gadêlha revelou que parte da sua insatisfação com a direção é a falta de uma eleição democrática dentro do partido para escolher seu presidente. “Em outros estados, as direções do PDT são eleitas democraticamente”, comentou, afirmando não ser o caso do diretório pernambucano da sigla. “Aqui existe uma comissão provisória há 20 anos sob o comando do deputado José Queiroz e seis anos sob comando de Wolney Queiroz, passou de pai para filho”, revelou. “A comissão deveria ter diligência de apenas seis meses, mas foi renovada 54 vezes, ou seja, 26 anos”, destacou Túlio. De acordo com o parlamentar, esse arranjo político da direção da sigla acaba por afastar as pessoas interessadas em filiação. “Quando as direções não são eleitas democraticamente, você afasta as pessoas que querem começar a vida partidária dos espaços do partido”, cravou.

Além do contexto local, Túlio também deu opiniões sobre a estratégia nacional do partido, cujo candidato Ciro Gomes tem lançado constantemente críticas ao candidato do PT, o ex-presidente Lula. “Há coerência em partes, Ciro sempre foi crítico de Lula, por isso faz essa crítica agora com mais precisão”, explicou Gadêlha. “ O problema é que a gente vive em um momento em que a democracia está ameaçada, a gente precisa unir o campo progressista para defender um projeto de país”, complementou o deputado. Como solução, Túlio defendeu a união entre as partes em prol do combate ao bolsonarismo.“ O ideal para mim seria a unidade entre o campo progressista, Ciro e Lula no mesmo palanque”. Para Túlio, a intensidade das críticas a Lula e ao PT se desenha como um “erro estratégico” de Ciro e do PDT. “Existe um erro no peso da mão de Ciro Gomes nas críticas que são feitas ao ex-presidente Lula. Isso não é estratégico. Eu acho que é um erro estratégico do PDT”, cravou o então pedetista, Túlio Gadelha.

 

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, já tinha comentado sobre Túlio com a Rádio Clube. Em entrevista no dia 28 de maio, o presidente afirmou que o deputado estaria “equivocado em algumas práticas”. As falas denunciaram uma tensão existente entre o parlamentar e a sigla desde 2020, quando, segundo Carlos, “Túlio não seguiu a orientação e foi contra o partido nas eleições”.“Estou fingindo que não aconteceu nada, cada um de nós é responsável pelos atos e condutas e o tempo vai nos julgar”, comentou Lupi, na ocasião. As declarações foram dadas quando o presidente foi questionado sobre a saída de Gadêlha da sigla pedetista.
 

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