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CPI

Calheiros: próxima etapa da CPI será reconvocar depoentes como investigados

Publicado em: 11/06/2021 13:17

 (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), disse nesta sexta-feira (11) que a próxima etapa da comissão deve ser começar a colocar na condição de investigadas pessoas que já prestaram depoimento na comissão. Até o momento, a CPI convocou depoentes apenas na condição de testemunhas, e não há, ainda, nenhum investigado.

“Por uma questão de estratégia, nós começamos os nossos trabalhos sem ter investigado. Todos foram recebidos e ouvidos na condição de testemunhas convocadas ou convidadas. Nós não temos, até então, investigados, na forma da lei, da legislação, na forma do regimento. Talvez a próxima etapa da investigação seja já colocar alguma dessas pessoas que já estiveram na comissão parlamentar de inquérito na condição de investigado, não mais como testemunha”, disse.

Questionado pelo Correio se a CPI já vislumbrava um nome, Calheiros disse apenas que “ainda verá isso”. Sobre quebra de sigilos telefônico e telemático, o relator afirmou que a comissão ainda irá evoluir para quebrar, também, sigilos fiscais e bancários, “para que a gente possa ter as respostas que a investigação quer e colocar no nosso dia a dia. Quem decide o limite da investigação acaba sendo a própria investigação”, disse.

Na última quarta-feira (9), a CPI aprovou transferência de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de duas empresas e de bancário, fiscal e telemático de uma empresa. Também houve quebra de sigilos fiscal e telemático da Associação Dignidade Médica de Pernambuco, que é o Movimento Médicos pela Vida e que difunde uso de cloroquina e de outros medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19.

“Seguir o dinheiro”
Na última semana, a CPI tem avançado sobre a ideia de “seguir o dinheiro”. A ideia é observar se há algum interesse financeiro de pessoas e entidades que pregaram o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

Calheiros afirmou que “a investigação precisa verdadeiramente cuidar de todas as frentes”. “Temos que investigar, o tempo é curto, são 90 dias, nós estamos trabalhando para ter um relatório final ao final desses 90 dias. Eu estou dedicado a isso, o ritmo de trabalho tem aumentado, nós passamos a trabalhar todas as sextas-feiras também, ouvindo pessoas, fazendo o que for importante do ponto de vista do objetivo que se quer”, disse.
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