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OPERAÇÃO BLACK FLAG

PF procura 15 por fraudes financeiras de R$ 2,5 bilhões e afasta delegado

Publicado em: 11/05/2021 10:13

Os agentes cumprem, ao todo, 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão no Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)
Os agentes cumprem, ao todo, 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão no Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) uma ação contra crimes no sistema financeiro nacional. De acordo com a corporação, entre fraudes e desvios, os prejuízos aos cofres públicos chegam a R$ 2,5 bilhões. A operação Black Flag envolve 220 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal e ocorre nos estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

São cumpridos 15 mandados de prisão e 70 de busca apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas. As fraudes foram identificadas após a Receita Federal identificar movimentações suspeitas na conta dos envolvidos.A PF afirma que as fraudes bilionárias tiveram "por único objetivo sustentar os integrantes da organização criminosa em padrão de vida cinematográfico com a aquisição de veículos de luxo, imóveis, lancha no valor de 5 milhões de reais e até ao patrocínio de esporte automobilístico".

Foram criadas empresas de fachada para disfarçar a movimentação dos valores. "A origem de recursos que iniciou um sistêmico processo de fraude é pública, já que a primeira empresa fictícia obteve um contrato com uma agência de fomento econômico estatal (Desenvolve SP – Agência de Fomento Paulista) e outro com a Caixa Econômica Federal, no valor total de 73 milhões de reais na época do fato (2011), o que, em valores corrigidos, importa em aproximadamente 100 milhões de reais", informou a PF.

Entre as medidas cumpridas adotadas a partir de autorização judicial está o bloqueio de contas e investimentos no valor de R$ 261 milhões, sequestro de bens imóveis e congelamento de transferências de bens móveis. Um delegado da PF também foi afastado do cargo, por suspeitas de envolvimento com o esquema.

Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, crimes contra a ordem tributária, estelionato, falsidade ideológica e material e organização criminosa.
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